Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 09/10/2018

Procuram-se as lentes da educação “O homem nasce livre e por toda a parte encontra-se a ferros”. Tal declaração, proposta por Rousseau, em meio à efervescência dos ideais iluministas do século XVII, pode ser exemplificada, nos dias atuais, pela má formação educacional de crianças e adolescentes devido à debilidade do sistema educativo brasileiro, o que compromete o desenvolvimento pleno do país com as futuras gerações e representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Sobre esse aspecto, convém discutir as principais consequências dessa problemática. Primeiramente, cabe ressaltar que a educação é não só o caminho para assegurar a toda a população formação comum indispensável ao exercício da cidadania e ao desenvolvimento intelectual, mas também instrumento de crescimento nacional; porém, graças a péssimas condições formadoras e ao descaso diretivo para com a instituição, a educação tornou-se o ponto cego da conjuntura brasileira. No âmbito letivo, a instauração de uma capacitação cognitiva míope, de caráter efêmero e com aprendizado superficial, ao invés da implementação de um ensino hipermétrope, que visa ao profundo e duradouro entendimento tanto de conteúdos didáticos quanto da habilitação social, com valores éticos e coletivistas, faz com que o convívio comunitário transfigure-se e estagne uma geração. Tal situação, a longo prazo, tende, infelizmente, a restaurar o sentimento de ignorância presente na mais primitiva das sociedades. Em conjunto a este grave problema de organização educacional pífia, o fato de o Brasil apresentar mais de três milhões de jovens, segundo o Censo da Educação, sem acesso à escola e a influência disso no enfraquecimento democrático representa uma importante questão a ser discutida. Como alguma de suas vertentes, a acriticidade, calcada na não obtenção de informações relevantes à formação de opinião, imposta pelo falho sistema educativo fere o conceito básico de cidadania que se baseia na participação ativa da população nos processos governamentais em busca do bem geral. Este impasse se relaciona direitamente ao propósito de Rousseau, tendo em vista a subordinação do indivíduo em relação ao meio em que está inserido. Para que os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, defendidos pelo filósofo iluminista, deixem de ser apenas uma proposição teórica, é necessário, portanto, maior mobilização do governo. Nesse sentido, torna-se inevitável a criação de sistemas de gestão dos alunos com o objetivo de dinamizar, qualificar e individualizar o ensino, permitindo que o estudante possa receber apoio adequado às suas dificuldades educativas; outrossim, é mister que haja a promoção de campanhas cujo conteúdo incentive a entrada do jovem no ambiente escolar a fim de tirar o futura da nação das draconianas garras do desconhecimento. Espera-se que isso sirva de lente corretiva à reduzida visão da educação com o fito de permitir que a sociedade enxergue um futuro próspero ao Brasil