Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 11/10/2018

Segundo o ganhador do prêmio Nobel da Paz, Nelson Mandela, depois de escalar uma grande montanha, apenas se descobre que existem muitas outras montanhas para escalar. Tal frase relaciona-se as dificuldades para melhorar o sistema educacional no Brasil, que carece de investimentos e sofre com a desvalorização do professor. Portanto, haja vista que a educação é fundamental para o desenvolvimento social, ela deve ser otimizada pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.

Em primeiro lugar, ressalta-se a falta de investimentos no Ensino Básico. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil gasta três vezes menos em ensino básico comparado ao Ensino Superior. Por consequência, alunos que têm um ciclo básico precário apresentam dificuldades tanto quanto para entrar na faculdade, como para se manter, pois apresentam incompreensão de assuntos mais complicados.

Outro ponto relevante, é a desvalorização do professor no país. Enquanto países como Alemanha e Suíça o salário anual passa dos cinquenta mil dólares, no Brasil não chega aos quinze mil dólares, segundo dados da OCDE. Nesse cenário, poucas pessoas se interessam pela profissão e muitas delas não têm a formação adequada e não investem nela. Portanto, a desvalorização é um dos precarizadores da educação, que aferam a sua qualidade.

Infere-se, logo, que é imprescindível a mitigação dos desafios do sistema educacional no Brasil. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, junto ao Poder Executivo, devem investir na valorização do profissional da educação, por meio de um decreto que visa o aumento do piso salarial do professor, para que este possa investir no aperfeiçoamento da sua carreira, e de modo que atraía mais pessoas para a área da educação. Desse maneira, o Brasil, pode escalar mais uma montanha, objetivando um céu com menos nuvens