Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 22/10/2018
De acordo com o escritor britânico Oscar Wilde, que viveu no século XIX, época de esplendor do racionalismo, “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”. Nesse sentido, faz-se necessário sair da inércia e engendrar - cautelosamente - medidas assertivas cujo objetivo seja proporcionar alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil. Em vista disso, é fundamental uma análise em relação aos fatores que contribuem para que a educação brasileira seja negligenciada tanto estrutural como funcionalmente.
Convém ressaltar, antes de tudo, que a importância que a educação desempenha dentro da sociedade não é maximizada em nosso país. Isso porque, desde a Idade Média, buscou-se, mediante a construção de universidades, incentivar o aprendizado, uma vez que a educação era vista como a única forma de transformar a sociedade. Sem dúvida alguma, no Brasil, essa importância transformadora da educação fica relegada a segundo plano, vítima da falta de incentivo e da própria indiligência com o sistema educacional do país. Prova disso foi uma reportagem feita pela revista Veja, na qual demonstrava que a grande maioria das escolas brasileiras possuem um estrutura física de péssima qualidade, e grande parte dos professores não contam com incentivos/benefícios para possam lecionar.
Outrossim, as famílias impõe barreiras para a evolução da educação brasileira, na medida que terceirizam o desenvolvimento educacional dos filhos à escola. De fato, a educação escolar é fundamental não apenas para a formação do conhecimento, mas também do ser social. Diante disso, segundo o crítico literário Roland Barthes, as dimensões culturais da educação escolar são capazes de fornecer ao indivíduo condições para o seu desenvolvimento. Com efeito, ela contribui para que o cidadão se transforme e, enquanto sujeito social, transforme também o seu redor. Todavia, essa função não pode ser monopolizada à escola, isto é, as famílias devem contribuir para o desenvolvimento do indivíduo, por exemplo, tornando-o apto a assimilar o conhecimento transmitido pela instituição escolar.
Urge, portanto, a proeminência de medidas para esse revés. Previamente, compete ao Ministério da Educação, por meio de sensos periódicos, mapear os Estados em que a educação está deficitária, a fim de que sejam disponibilizados investimentos que visem melhorar a estrutura física das escolas e proporcionar incentivos aos professores, uma vez que uma educação de qualidade não se faz apenas com a grade curricular. Ademais, cabe à escola e às ONGs, com o apoio das famílias, maximizar o potencial dos alunos, mediante gincanas, palestras e projetos educacionais na área do esporte, a fim de que o conhecimento seja transmitido e adquirido de forma mais lúdica. Somente assim, debatendo e adaptando pontos, será possível propor alternativas que, de fato, transforme a educação no Brasil.