Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 26/10/2018

Na obra Educação, Escola e Docência, o educador Mário Sergio Cortella introduz a ideia de novos tempos e atitudes referentes ao sistema educacional. Acerca dessa premissa, é possível destacar a importância dê-se buscar alternativas para melhorar a escolarização no país. Sob essa ótica, é relevante ponderar a necessidade de investimento na flexibilização das áreas do conhecimento, bem como ampliar a valorização do profissional da educação brasileira.

Em um primeiro plano, é notório ressaltar que o engessamento da estrutura educacional do brasil favorece a desestimulação da grande maioria dos estudantes. Prova disso são os altos índices de  reprovações e evasões escolares. Consequência essa, da não atualização das grades curriculares vigentes, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Aplicadas. Além disso, a falta de investimentos em projetos extraclasse, como períodos inversos com incentivo às artes, música e o esporte contribuem, infelizmente, para fortalecer o descaso com a educação brasileira. Logo, torna-se fundamental um olhar ativo do Ministério da Educação a essa questão.

Concomitantemente, ampliar a valorização do profissional da educação corrobora para  o aprimoramento do sistema de ensino no país. Hodiernamente, esse contexto não prevalece no Brasil, o que, consequentemente, reduz o percentual de indivíduos que almejam uma carreira docente. Conforme pesquisas da revista Fapesp, a negligência de investimentos em tecnologia incorporada nos cursos de pedagogia e licenciatura coopera para que no futuro os alunos saibam usar melhor os meios tecnológicos  ao invés de seus professores. Outrossim, proporcionar reajustes salariais conforme o aumento da inflação é fundamental, visto que com adições significativas nas remunerações, os profissionais poderão investir em novas especializações e, como resultado, alavancar o ensino no Brasil

Portanto, é necessário ações em conjunto para ratificar as novas possibilidades à educação no Brasil. O Ministério da Educação e Cultura, deve promover emendas curriculares, por intermédio da flexibilização do ensino dentro da particularidade que cada aluno possui, como deixar a critério do estudante a escolha de qual matéria ele prefere aprofundar seus conhecimentos. Além disso, cabe ao MEC proporcionar aulas e projetos educacionais no turno inverso, por meio de aulas de música, dança e artes, a fim  de reduzir a evasão escolar, mas também proporcionar uma educação lúdica e prazerosa aos estudantes. Por fim, é responsabilidade do Poder Legislativo criar leis que garantiram o investimento em novas tecnologias para cursos de pedagogia e licenciatura, bem como reajustar os pisos salarias, mediante ao aumento inflacionário brasileiro, para que futuramente, a sociedade brasileira tenha orgulho do lema da bandeira, ordem e progresso.