Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 14/12/2018

Segundo o filósofo, Antonio Vieira, a educação é como ouro, em toda parte tem valor. No entanto, tradicionalmente, o governo brasileiro faz pouco caso da educação básica e superior do país. Além da desvalorização do professor que recebe um dos piores salários do mundo, o estado oferece pouco apoio aos alunos de baixa renda, que muitas vezes precisam se desvincular da escola para trabalhar. Haja vista que um bom sistema educacional é fundamental para o desenvolvimento do país, cujo o qual deve ser efetivado pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados a ela.

Em primeiro lugar, ressalta-se o alto índice de evasão escolar no país. Um estudo regido pela (INSPER) Ensino Superior em Negócios, Direitos e Engenharia, aponta que por ano, um a cada quatro jovens (15 a 17 anos) abandonam os estudos para trabalhar, além disso, estima-se que 10 milhões de jovens, no Brasil, não estudam. Nesse cenário, a falta de alternativas e auxílios para o prosseguimento dos estudos e a dificuldade em arranjar um emprego, estimulam à procura de alternativas ilícitas, pelos adolescentes, como o tráfico de drogas e o roubo, que junto a corrupção são as maiores causas da violência do Brasil.

Em segundo plano, em oposto a países como Suíça e Finlândia onde professores recebem o maior salário do país, no Brasil, muitos educadores têm que manter mais de dois empregos para sobreviver. Segundos Dados da OCDE (Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico), o salário dos professores brasileiros é três vezes menos que a média de outros países pesquisados. Desse modo, poucas pessoas são atraídas pela profissão, não só pela desvalorização financeira, como também pela alta carga horária. Por essa falta de motivação muitos desses profissionais estão deixando de lecionar, e buscam a realização financeira em outra profissão.

Dessa forma, é imprescindível que o Poder Executivo, junto ao Ministério da Educação realizem a valorização profissional do professor, por meio de uma base salarial que seja maior que a média da OCDE, e garantida por lei. Além de bolsas permanência para os alunos, financiadas pela iniciativa privada, por meio de incentivos ficais. A valorização salarial do professor, e as bolsas auxílios terão como consequência uma queda nos índices de evasão escolar, e a geração de competição em torno da profissão professor, elevando os índices de educação, visto que a competição saudável estima a melhora.