Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 07/02/2019
Na conjuntura contemporânea é notório que o uso de tecnologia tornou-se parte do nosso cotidiano. Porém, em alguns cenários, como o da escola, seu uso é rejeitado por grande parte dos coordenadores educacionais. Acreditando, mesmo que indiretamente, em um ensino tradicional que visa a falta de reflexão por parte dos alunos e que consequentemente gera segregação, dependendo do contexto de ensino que o aluno tem alcance. Sendo, então, alguns dos maiores problemas que o sistema educacional brasileiro tem que enfrentar.
É lícito referenciar o intelectual romano Sêneca que acreditava que a educação exige maiores cuidados porque influi sobre toda a vida. Este pensamento reflete muito sobre a educação greco-romana, a qual privilegiava um ensino de formação humanitária e cidadã. Fator negligenciado pelo sistema vigente brasileiro, que preocupa-se apenas com o ensino instrumental. Segundo o psicólogo Thomas Armstrong o ser humano deve ser tratado como singular e para uma avaliação integral elementos do contexto social como família, moradia e acesso à internet deveriam ser considerados.
Outro aspecto imprescindível, que assim como o anterior é causador de segregação social, é o uso de tecnologia em sala de aula. Atualmente, esse fator, se utilizado da maneira correta, seria de extremo avanço educacional e auxiliaria professores no momento do ensino. Porém, a realidade brasileira não é compatível com a inovação e nem todos poderiam usufruir de tal progresso.
Portanto, faz-se necessário que medidas públicas sejam tomadas. Cabe ao MEC estudar e instituir um novo modelo de educação que quebre com a atual conduta doutrinária da escola. É função do Estado investir em educação afim de garantir o direito ao ensino à todos, como prevê a Constituição Federal. É papel da escola e dos professores assegurar um ensino de equilíbrio, que tenha balanceamento entre uma educação instrumental e uma humanitária e cidadã.