Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 23/02/2019
Estabelecida como direito fundamental pela Constituição de 1988, a educação é mais que a simples aquisição do saber. Através dela, o cidadão não só garante seu desenvolvimento social, cultural e econômico, como também torna-se apto para reivindicar benefícios básicos instituídos pela lei. No Brasil, embora a questão educacional tenha gerado grande mobilização social, as pesquisas denunciam uma situação alarmante. Discussões acerca do assunto apontam o investimento financeiro como uma solução crucial. Todavia, é preciso questionar se o dinheiro é realmente o principal problema.
Numa primeira instância, observa-se a importância de analisar o problema sob um viés econômico. Em 2012, uma pesquisa da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelou que países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, apresentam um investimento educacional expressivamente menor que o do Brasil. Algumas medidas eficazes tomadas por esses sistemas como a diminuição da evasão escolar e a capacitação da gestão escolar, demonstram que o problema nem sempre reside no dinheiro. Nesse sentido, observa-se que a persistência em apontar os recursos como a principal solução impede a manifestação de novas deliberações que exigem, acima de tudo, estratégia.
Outrossim, semelhante à filosofia de Durkheim, que enxergava a sociedade como um corpo organizado, o sistema educacional não deve ser tratado de maneira fragmentada, mas sim como um todo que progride através do bom funcionamento das partes que o compõe. É preciso, portanto, analisar os principais componentes envolvidos no processo educativo - aluno e professor - e os problemas que os afetam. Tratando-se do primeiro, as estatísticas demonstram que a falta de interesse, seja pelo excesso de conteúdo ou conflitos com os professores, é a principal razão do abandono escolar. Por outro lado, os baixo salário e a displicência dos alunos são utilizados para explicar o desentusiasmo dos professores.
Diante do contexto apresentado, evidencia-se a necessidade de medidas a fim de atenuar o problema. A intervenção do Estado em prol dos direitos de todos os cidadãos se torna concebível a partir da elaboração de leis que visem a universalização da educação. O Ministério da Educação deve promover cursos e palestras com o fito de qualificar os gestores pedagógicos para lidar com os possíveis percalços em sala de aula. Somado a isto, cabe à mídia fomentar o interesse dos pais pela participação na vida escolar dos filhos por meio de campanhas, palestras e propagandas. Destarte, a educação brasileira deixará de ser vista como um sonho à espera de investimentos para se tornar uma realidade palpável.