Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 30/07/2019

Segundo o educador e filósofo brasileiro Paulo Freire “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Nesse sentido nota-se a educação como um dos principais pilares para o avanço social. Entretanto, hodiernamente, o sistema educacional brasileiro está sendo constantemente desvalorizado. Diante disso, deve-se observar como a falta de investimentos e a evasão escolar contribuem para o impasse e quais alternativas para resolvê-lo.

Primeiramente, não há como negar que é impossível efetivar a construção de um país plenamente desenvolvido sem o investimento em educacional. Apesar disso, o investimento de verbas públicas em educação no Brasil é ínfimo, o que causa inúmeros déficits, como por exemplo: ausência de transporte escolar, falta de mesas e cadeiras nas escolas, carência de lanche para alunos e também, a baixa qualificação de professores. Tais problemas culminam no sucateamento do ensino  brasileiro.

Concomitantemente a isso, aumentam exponencialmente as taxas de evasão escolar. Isso porque, o currículo escolar no Brasil está desatualizado, ou seja, não ensina os alunos a desenvolver pensamento crítico ou inteligência emocional, e não mostra, na prática, como aquelas matérias estudadas se encaixam na realidade. Como consequência disso, os alunos perdem o interesse nos estudos e acabam abandonando a escola. Prova disso, são dados do IBGE que mostram que 21% das pessoas, que saem da escola antes de concluir o ensino médio, são por falta de interesse.

Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver a problemática . Faz-se necessário que o Ministério da Educação aplique mais verbas na educação brasileira, visando amenizar problemas estruturais e capacitar professores de acordo com as necessidades apresentadas em cada instituição de ensino, para assim incitar os alunos a de fato estudar, e criar um ambiente propício para que ex-alunos retornem para a escola. Esse Ministério também deve, em parceria com o corpo docente de escolas, reformar grades curriculares, adaptando-as ao modelo de ensino contemporâneo. Só assim, o Brasil progredirá no campo educacional e consequentemente, nas demais áreas.