Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 02/07/2019
No filme “Entre os muros da escola”, o professor “François” exerce a difícil tarefa de ensinar em uma escola precária, cercada de desestrutura familiar, violência e indisciplina. Fora do mundo do entretenimento, percebe-se que a realidade exposta pelo filme não difere da realidade nos ambientes escolares brasileiros. O ensino arcaico e desordenado, juntamente ao ambiente hostil, encontrado nas escolas, sinalizam uma essencialidade na busca por alternativas de melhoria do sistema educacional do Brasil.
Em primeiro lugar é fundamental pontuar que o modelo de ensino atual do país é desatualizado e pouco adaptado às décadas de revoluções científicas e tecnológicas. No Brasil, por exemplo, a estrutura de ensino que o superior (professor) possuía domínio sobre o inferior (aluno), iniciou-se com os jesuítas com a imposição do catolicismo na então colônia portuguesa, intensificou-se na rigidez da ditadura e perdura aos dias atuais. Sem estudos dinâmicos, acolhedores e eficazes, o aluno do século XXI é “arquivo“ de inúmeros conteúdos passados pelo professor aos modos do século XIX, provocando desinteresse, falta de aprendizagem e pouco ou nenhum aproveitamento das horas gastas na escola. Em segundo lugar destaca-se que é comum relacionar desenvolvimento com bom Sistema Educacional. Não obstante, no Brasil, apesar de se encontrar em significativa posição nos altos IDHs mundiais, -segundo o site de notícias G1- a educação apresenta-se sucateada. Ambiente hostil, cercado de agressividade e precariedade, tanto de estrutura, quanto em apoio familiar: essa é a realidade enfrentada por muitos alunos brasileiros. Embora seja inalienável e garantido por lei na Constituição brasileira de 1988, o direito ao estudo é negligenciado a muitos por falta de investimento, falta de professores, profissionalização e materiais, salas de aula desestruturadas, além da intensa violência. Tudo isso contribui para a perpetuação da necessidade da criação de medidas para solucionar o problema.
Nesse norte, além de uma ação conjunta de ajuda entre escola, família e alunos, é imprescindível que o Ministério da Educação, órgão encarregado do estudo e despacho de todos os assuntos relativos ao ensino, invista de maneira justa em modelos de ensino eficazes e atuais. Ademais deve-se disponibilizar estrutura digna para os alunos, professores e funcionários. Tudo isso através de investimentos e projetos de solução inteligente e moderna, com intuito de garantir o direito ao estudo íntegro previsto na Constituição. Desse modo, alcançar-se-á uma plena educação e vivência a todos no Brasil.