Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 04/07/2019
Segundo os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de domicílios do IBGE, atualmente, cerca de metade dos jovens brasileiros entre 15 e 17 anos está fora da escola, número que tende a crescer pela alta taxa de evasão escolar registrada. Isso se deve, tanto pela falta de investimento do Estado e por uma gestão inadequada dos recursos financeiros, quanto por uma metodologia arcaica que ainda é aplicada nas salas de aula. Dessa forma, é de suma importância que alternativas sejam encontradas para transformar o panorama da educação no Brasil.
A priori, a falta de investimento do poder público no sistema educacional brasileiro - somado à má gestão dos recursos existentes - é extremamente nociva para a qualidade do ensino oferecido nas escolas da rede pública. Essa realidade é fruto da desvalorização da educação e do papel dos educadores, que sofrem com atrasos de salário, falta de material e têm a responsabilidade de lidar com jovens em uma situação de profunda vulnerabilidade social. Segundo o estudo “Education at a Glance” o Brasil investe cerca de US$5.610,00 anuais em cada aluno, o que representa apenas metade do que é investido em média por outros países. Isso se evidencia no dia a dia escolar com uma infraestrutura precária e um corpo docente fraco que não contribuem para o processo de formação do conhecimento.
Ademais, a escola ainda é baseada em métodos de ensino retrógrados, que não preparam para a vida nem para o mercado de trabalho, além de não valorizar as diferentes formas de inteligência. Howard Gardner, psicólogo ligado à Universidade de Harvard nos Estados Unidos, desenvolveu uma teoria conhecida como “Teoria das Inteligências Múltiplas” -publicada no livro de mesmo título em 1983- em que explica que cada pessoa tem, em potencial, 8 tipos de inteligências que vão da música à comunicação. Entretanto, no ambiente escolar, o que ocorre é uma supervalorização das inteligências lógico-matemática e linguística em detrimento das demais. Desse modo, o aluno sente-se desmotivado e desacreditado no sistema educacional que não oferece oportunidades para que ele se desenvolva.
Portanto, torna-se evidente a necessidade de modificar o cenário da educação brasileira e sanar as mazelas que o afligem. É necessário que o Ministério da Fazenda - responsável por administrar o tesouro público -, juntamente com o governo federal, planeje um orçamento público em que a educação seja prioridade, por meio de um maior investimento na área, além da cobrança pela transparência na aplicação dos recursos. É imprescindível, também, que o Ministério da Educação reveja as diretrizes adotadas, buscando fazer da escola um ambiente construtivo, por meio de uma reformulação no currículo obrigatório. Tais medidas são vitais para que um novo caminho seja encontrado e a educação seja transformada, possibilitando toda uma mudança social através de seus frutos.