Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 05/07/2019
Durante a 1ª Revolução Industrial, foi implementada nas escolas um sistema de ensino que condizia com os valores de trabalho da época. Essa metodologia, embora viável, não satisfaz as necessidades da sociedade moderna, posto que se tornou frequente o debate acerca de alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil, seja pela implementação de novas tecnologias na sala de aula, seja pela melhoria do investimento na educação. Destarte, hão de ser analisados tais fatores, para que se possa efetivá-los de maneira eficaz.
A priori, é imperativo pontuar que um dos meios para atualizar o sistema de ensino no Brasil é a implementação de novas tecnologias na base curricular do aluno. Isso poque, frente a uma sociedade que valoriza cada vez mais a criatividade e a liderança, os valores da era industrial não mais satisfazem as necessidades do mercado de trabalho do século XXI. Tal panorama se evidencia, por exemplo, ao levar em consideração a teoria das inteligências múltiplas, proposta por Howard Gardner, que, ao ser inserida no cenário hodierno global, revela que habilidades inerentes ao ser humano como a musical e a interpessoal são obscurecidas pela supervalorização da lógica matemática e pela arcaicidade das escolas. Portanto, faz-se mister a reformulação dessa postura de forma urgente.
Outrossim, é imperioso destacar que uma das formas de reformular o sistema educacional nacional é a melhoria da gestão dos recursos de ensino. Segundo dados divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional, o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil dedicado à educação é maior do que em países desenvolvidos. Isso se torna mais claro, por exemplo, ao analisar a situação de países como a Finlândia, que possuem uma rede de ensino altamente desenvolvida, e desembolsam pouco dinheiro para financiá-la. Ora, se um governo não gerencia corretamente suas instituições, questiona-se, assim, sua aptidão para administrar o país. Logo, torna-se substancial a alteração desse quadro.
Depreende-se, portanto, a necessidade de buscar alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação - ramo responsável por organizar as diretrizes educacionais - a implementação de um novo formato de ensino, que preza a criatividade e o desenvolvimento de outras inteligências, por meio da reformulação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), com o fito de preparar melhor os alunos para o mercado de trabalho. Ademais, o Ministério da Fazenda - órgão nacional responsável pela gestão de finanças - deve organizar com mais precisão os investimentos em educação no país, valorizando principalmente a melhoria na infraestrutura das escolas, por meio de reduções de investimentos em outras áreas como os esportes. Assim, será possível garantir ensino de qualidade para todos, como pregado na Constituição Federal de 1988.