Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 05/07/2019

O pedagogo e educador Paulo Freire cita que a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco, sem ela a sociedade muda. Tal pensamento se enquadra na atual situação educacional brasileira, que apesar de não ser o único fator, é essencial para a evolução da civilização, sendo que diversos fatores influenciam no mal funcionamento dessas redes de ensino, como a má gestão do capital escolar e a forma de aprendizado arcaica. Neste viés, o governo federal deve buscar alternativas afim de aperfeiçoar a educação do nosso pais.

Em priori, a falta de administração do dinheiro estudantil é um tópico fundamental que intensifica esta mazela. As infraestruturas precárias das redes educacionais exemplifica isso, já que, de acordo com um laudo divulgado em 2018 pela Secretaria do Tesouro Nacional, o percentual do PIB brasileiro dedicado à educação é maior do que em países desenvolvidos, entretanto está nas últimas colocações no quesito de qualidade de ensino, o que demonstra essa má gestão, ponto evidenciado pela própria educadora Cleuza Repulho na entrevista exibida no jornal “O Globo” em 2018 , que acredita que o país deve investir mais e melhor no setor.

Outro fator que agrava tal circunstância seria a temática relacionada a forma ultrapassada de ensino, que não apresenta grande eficiência. Um exemplo seria as próprias escolas públicas, que não prendem a atenção dos alunos, como um dado do jornal “Correio Braziliense” postado em 2018 mostra, onde mais de 15% dos adolescentes de 15 a 17 anos estão fora das salas de aulas. O filósofo e doutor em educação Mário Sérgio Cortella também crê nesta tese e, em entrevista ao noticiário “Correio do Povo” em 2016, defendeu que a escola precisa enfrentar e se desfazer de conceito atrasados, como os que entendem que o professor é o detentor do saber ou que o conhecimento é absoluto e indubitável.

Em virtude dos fatos mencionados é preciso que o Estado tome atitudes com o intuito de buscar alternativas para melhorar o sistema de educação. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão deve reavaliar e melhorar a forma que o capital público está sendo utilizado no gerenciamento das redes de ensino, fazendo com que o investimento governamental tenha realmente resultados na prática. Além do mais, o Ministério da Educação tem de modernizar, tanto tecnologicamente quanto funcionalmente, as escolas em geral, criando assim um ambiente mais saudável para os alunos, diminuindo a taxa de evasão escolar. Seguindo estes passos, o futuro do jovem brasileiro em uma escola com boa infraestrutura e com uma didática de qualidade será garantido.