Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 12/07/2019
Os gregos, na Grécia Antiga, criaram centros de aprendizagem com o intuito de educar os cidadãos atenienses para os diversos processos relacionados com a vida naquele período. Esses povos entendiam que as escolas da época proporcionaria o desenvolvimento de toda Grécia. Na contemporaneidade, o sistema educacional brasileiro se mostra precário e, portanto, faz-se necessário pensar em alternativas para contornar o problema. Com efeito, deve-se analisar como a filosofia do modelo atual e a ausência familiar impedem a resolução do impasse.
Em primeiro plano, evidencia-se que a abordagem educacional vigente não funciona e precariza o sistema completo. Isso porque - de acordo com Paulo Freire - a escola precisa ser o agente conscientizador, isto é, ela precisa relacionar os assuntos pedagógicos com a realidade do aluno e, consequentemente, transformá-lo em um ser pensante. Entretanto, isso não acontece, pois os institutos priorizam apenas a memorização dos conteúdos para provas e negligencia a aplicabilidade desses assuntos nas temáticas da vida do aluno. Como o modelo freiriano é ignorado, os índices educacionais caem anualmente, uma vez que o aluno não consegue assimilar os conteúdos, pois, esses, não fazem sentido da forma como são aplicados atualmente. Nesse contexto, é necessário desconstruir a mentalidade corrente para aprimorar o ensino.
Além disso, a omissão dos pais nas atividades escolares dos filhos se mostra, também, como obstáculo para atenuar a questão. Isso acontece porque - segundo Adorno e Horkheimer - o capitalismo, por meio da indústria cultura, incentiva as pessoas a consumir incessantemente. Nessa lógica apontada pelos filósofos, para adquirir bens de consumo, os pais não têm tempo para ajudar os filhos em suas atividades escolas. Dessa maneira, é imprescindível demostrar a importância da participação dos pais na educação de seus descendentes e com isso amenizar um dos problemas da modernidade brasileira: o sistema de educação.
Urge, portanto, ações para mitigar as folhas do modelo brasileiro de educação. O Ministério da Educação deve, por meio da aplicação do método freiriano no currículo educacional das universidades, aperfeiçoar a formação dos docentes, para que esses consigam desfazer a filosofia de ensino atual e direcionar a formação interdisciplinar dos alunos, o que, a longo prazo, melhoraria o sistema vigente. Cabe, ainda, ao mesmo órgão, propagar, nas mídias sociais, campanhas publicitárias que demonstrem a importância da participação dos pais na formação dos filhos. Essa medida faria os progenitores estarem mais presentes nas atividades simples, como ajudar no dever de casa, mas que fazem toda diferença. Assim, o ensino potencializaria o desenvolvimento do pais, como pensava os antigos gregos.