Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 13/08/2019

De acordo com Barack Obama, em uma visita ao Brasil, a educação não é caridade, e quando um país não investe no setor, provavelmente não será bem sucedido. Tais vocábulos do ex presidente americano indicam o que deve ser prioridade em uma nação. Entretanto, mediante entraves administrativos e estruturais, a realidade tupiniquim caminha na contramão de um sistema educacional efetivo. Dessa forma, faz-se indispensável desconstruir esses vestígios seculares a fim de mitigar essa problemática no cenário hodierno.

Em primeiro lugar, equiparar a qualidade do ensino é significativo. Conforme dados da Folha de São Paulo, a desigualdade entre os centros públicos e privados repercute o nível de aprendizagem dos estudantes, em função da falta de recursos. Sendo assim, oferecer condições semelhantes de atendimento para as diferentes camadas da população é essencial. No entanto, o Censo Escolar 2017, lançado pelo Ministério da Educação (MEC), mostra que metade das escolas públicas brasileiras não contam com saneamento básico adequado, alimentação e salas de aula apropriadas. Tal fato demonstra que, se o país não oferece o mínimo para manter os alunos, torna-se impossível colher resultados satisfatórios.

Ademais, a histórica desvalorização do professor é fator que sustenta essa conjuntura. Referência mundial em educação, a Finlândia tem como alguns dos pilares educacionais o investimento e  a capacitação dos docentes, tornando a profissão prestigiada. Contrariamente, uma pesquisa veiculada pela Revista Exame indicou que o salário mínimo pago ao educador no Brasil é um dos piores do mundo, o que além de diminuir o interesse pela área, contribui de maneira negativa para a formação de bons alunos. Logo, estimular o desenvolvimento pessoal pode colaborar para que bons profissionais não abandonem o magistério.

Infere-se, portanto, que obstáculos impedem a consolidação de um modelo educacional eficiente. Para reverter esse cenário, cabe ao Ministério da Educação aumentar a equidade de gasto por aluno entre as escolas, por meio de infraestrutura universalizada, a qual deve abranger tanto o ensino básico quanto o fundamental e médio, com o objetivo de alavancar a capacidade do ensino público. Além disso, é necessário reconhecer a importância do professor, via criação de políticas que combinem apoio e incentivo ao seu desempenho, como boa remuneração e melhoraria na capacitação, tornando o ramo mais competitivo e, por consequência, mais exigente. Assim, antes de pensar em revolucionar o ensino através da tecnologia, é substancial oferecer uma base sólida ao sistema brasileiro.