Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 14/09/2019
Baseado nas mudanças que a sociedade vivencia desde o advento da Revolução Industrial no século XVIII, o governo brasileiro implantará, a partir de 2020, a reforma do ensino médio - com objetivo de aperfeiçoar a educação do país. Contudo, somente ela não será capaz de promover alternativas para melhorar o sistema educacional brasileiro, visto os desafios que são impostos a ele e que o tornam uma problemática. Assim, é preciso conhecê-los, a fim de atenuá-los e propor alterações no panorama.
Em uma primeira análise, a persistência dos desafios para a melhoria do sistema educacional brasileiro é intrinsecamente fomentada pela técnica de ensino antiga que é praticada no país. Com o mesmo modelo educacional desde o século XIX, o Brasil ocupou, segundo o G1, o 39° lugar do sistema Pisa de avaliação, em 2018 - o qual avalia a qualidade de ensino de diversos países, 40 naquele ano. Enquanto isso, a Tailândia anualmente disputa o título de 1° lugar, devido ao seu método. Nele, diferente do caso brasileiro, o aluno é o centro do processo de aprendizagem, deve ter apoio e pôr em prática os conhecimentos aprendidos, o que corrobora com o interesse dele em aprender e faz com que ele obtenha bons resultados, como no caso do Pisa. Dessa forma, em um modelo que o torna um mero espectador que precisa absorver conteúdos, o estudante brasileiro acaba desmotivado e, consequentemente, a obter resultados ruins. Dessa maneira, mudanças são necessárias nesse cenário.
Ademais, em um segundo plano, a posição secundária que a educação ocupa no Brasil é um mecanismo intenso desse impasse. Desde o auge da crise econômica que o país perpassa, em 2015, sucessivos cortes no orçamento destinado à educação foram realizados, como o “contingenciamento” anunciado pelo governo federal neste ano. De acordo com ele, 30% do “gasto” que iria para pasta foi reduzido, tendo em vista a situação das contas públicas da nação, o que sugere a falta de prioridade da educação para a esfera política nacional e levanta a seguinte indagação: como propor melhorias e mudanças em um sistema educacional cada vez mais sucateado? Não há como. Nesse sentido, de acordo com Paulo Freire, somente a educação pode promover mudanças na sociedade. Dessa forma, é evidente salientar que investir em educação é imprescindível para a obtenção de um sistema eficiente.
Portanto, faz-se mister que medidas sejam realizadas para que alternativas para melhorar o sistema educacional do país se tornem efetivas. Destarte, faz-se necessário que o Estado priorize a educação, cancelando os cortes realizados neste ano, por meio de redução de gastos em outros setores, como na esfera política - reduzindo a quantidade de auxílios aos políticos. Ademais, deve também, em conjunto com a sociedade, promover debates nas escolas a respeito de medidas para mudanças benéficas na conjura educacional. Agindo assim, será possível transformar o sistema educacional brasileiro.