Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 29/09/2019
No princípio de 2018, um relatório apresentado pelo Banco Mundial, feito com base no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) mostrou que os alunos brasileiros levarão 260 anos para alcançar o índice de leitura dos países ricos, evidenciando a péssima qualidade do sistema educacional brasileiro. Tal realidade é preocupante e ocorre devido a duas condições determinantes: Falta de investimentos em educação, sobretudo em infraestrutura e tecnologia e a desvalorização dos professores da rede pública de ensino, na qual está contida a maioria dos alunos.
Em primeiro plano, é necessário salientar que o Brasil se encontra extremamente atrasado quando o tema é investimento em educação. Entretanto, esse é fundamental para uma educação de qualidade. No quadro um por todos e todos por um do programa Caldeirão do Hulk, da Globo, Losângela Soares conhecida como tia Lolo, viajou até a Coréia do Sul para conhecer o modelo de educação deles, uma vez que este país foi um dos mais bem conceituados no mesmo relatório divulgado pelo Banco Mundial. Lá, tia Lolo encontrou uma realidade muita distinta da do Brasil, visto que a estrutura e a tecnologia das escolas coreanas é exemplar, oriunda de fomentos à educação, o que influencia diretamente nos índices escolares do país. Logo, fica evidente como investimentos em infraestrutura e tecnologia das escolas são imprescindíveis para uma educação de qualidade.
Em uma segunda abordagem, é importante destacar que a desvalorização dos professores brasileiros é extremamente absurda. Para se ter uma ideia, o piso nacional dos professores da rede pública é de R$ 2455,35, muito menor que o ganho médio de uma professor na Coréia do Sul, que varia por volta dos dez mil reais. Além disso, o governo brasileiro pouco investe em capacitações e programas de formação continuada, piorando ainda mais a situação. Por conseguinte, os professores se sentem desmotivados, refletindo diretamente na qualidade da educação brasileira.
Portanto, indubitavelmente alternativas são necessárias para solucionar a problemática apresentada. Sendo assim, é preciso que o governo federal, por meio do MEC(Ministério da Educação) destine mais recursos para a educação, de tal forma que esses recursos sejam utilizados prioritariamente em um programa que vise reestruturar as escolas brasileiras, no que diz respeito a infraestrutura e tecnologia. Ademais, é imprescindível que o governo federal reajuste o piso nacional dos professores, buscando equipara-lo ao dos países bem avaliados no relatório. Por fim, é fundamental que o MEC realize capacitações para os professores da rede pública e oferte programas de formação continuada, através de parcerias com universidades federais, almejando a melhoria desses profissionais. Somente assim, será possível que o Brasil alcance o índice de leitura dos países ricos antes do projetado pelo PISA.