Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 10/10/2019

Uma carreira mais atraente é o começo

O Plano Nacional de Educação PNE prevê em seu artigo 2º, inciso IX, a valorização dos profissionais da educação como diretriz para melhorar o sistema educacional do Brasil. Entretanto, exercer a profissão de professor no Brasil se tornou um ato de extrema coragem. São diversos os problemas enfrentados pelos professores para atuarem em sua profissão: jornadas longas de trabalho; defasagem salarial; desrespeito de alunos e pais; falta de estrutura física e tecnológica; burocratização do sistema; falta de autonomia de atuação; falta de programas de reciclagem e atualização profissional; falta de planos de carreira.

Com base em quatro indicadores (interesse pela profissão, respeito em sala de aula, remuneração salarial e comparação com outras profissões) a Fundação Educacional Varkey Gems avaliou a carreira de magistério em 21 países em 2013 e o Brasil ficou em penúltimo lugar (NEHER, 2014).       Tantos problemas enfrentados pela classe gera mais um problema para a sociedade: a falta de interesse de formação de novos profissionais. A carreira de professor não é atraente e os jovens não apresentam interesse no magistério, gerando uma defasagem em disciplinas básicas como português e matemática. Aos que escolhem o magistério resta se submeter a um sistema educacional decadente e buscar por uma progressão profissional nas instituições de ensino superior deixando o ensino básico ainda mais defasado.

Para reverter esse cenário, as demais diretrizes previstas no PNE precisam sair do papel e serem implementadas pelo Ministério da Educação, começando com a criação de um plano de carreira nacional que estimule o aperfeiçoamento dos profissionais e a valorização de seu tempo de trabalho, assim como a equiparação da remuneração dos docentes com a média salarial de outras ocupações de nível superior.