Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 07/10/2019

Após a II Guerra Mundial, o Japão, abalado, resolveu fazer mudanças em seu sistema educacional e tal medida possibilitou um desenvolvimento melhor do país com o decorrer do tempo. Porém, o Brasil não segue o mesmo exemplo, tendo um altas taxas de evasão escolar e atraso nas séries dos alunos, além de um ensino básico fraco. Dessa maneira, torna-se imprescindível discutir a importância da educação e os impactos da deficiência desta dentro da sociedade brasileira.

É válido pontuar, primeiramente, que o investimento no ensino básico dos alunos se faz essencial para garantir o desenvolvimento deles. Segundo o filósofo pernambucano, Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Ou seja, se a educação não for colocada como prioridade dentro da sociedade, esta não irá evoluir, pois conta como a base do conhecimento e da formação dos futuros cidadãos. Assim, são necessárias medidas que possibilitem a melhora do sistema educacional brasileiro.

Logo, uma educação incapaz de suprir a necessidade das pessoas gera mal desempenho por parte dos alunos. De acordo com o exame internacional que avalia o desempenho dos alunos, o Pisa, o Brasil ocupa o 64º lugar, estando atrás de outros países da América Latina, como Argentina e Chile. Tal situação é resultado de um ensino insuficiente aliado dos empecilhos impostos aos estudantes, por exemplo, problemas familiares que resultam em evasão escolar e escolas desestruturadas. Tudo isso age de forma negativa no indivíduo, pois gera desinteresse dessa instituição e mal rendimento.

Portanto, o Governo, por meio do Ministério da Educação, deve financiar um projeto que vise integrar de forma acentuada os alunos à escola. Desenvolver projetos de leitura, liberar verba para contratar uma quantidade maior de professores especializados e buscar trazer apoio sócio-emocional para dentro do âmbito escolar são medidas essenciais a serem tomadas. Dessa forma os estudantes poderão ser mais integrados à educação, melhorarem o próprio desempenho, desenvolver as próprias habilidades e obter o apoio certo para resolverem seus problemas pessoais. Por conseguinte, a sociedade brasileira poderá dar um passo para frente e até mudar para melhor os resultados em exames afora, além de talvez se aproximar de sistemas exemplares como o do Japão.