Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 02/12/2019
Estabelecida como direito fundamental pela Constituição de 1988, a educação é mais que a simples aquisição do saber. Por meio dela, o cidadão não só garante seu desenvolvimento social, cultural e econômico, como também torna-se apto para reivindicar benefícios básicos instituídos pela lei. No Brasil, embora a questão educacional tenha gerado grande mobilização social, as pesquisas denunciam uma situação alarmante. Discussões acerca do assunto apontam o baixo investimento financeiro como a principal causa do problema do sistema de educação no Brasil. Entretanto, é preciso questionar a metodologia de ensino aplicada pelos professores.
Em primeiro lugar, observa-se a importância de analisar o problema sob um viés econômico. Em 2012, uma pesquisa da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelou que países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, apresentam um investimento educacional, expressivamente, menor que o do Brasil. Algumas medidas como a diminuição da evasão escolar e a capacitação da gestão escolar, demonstram que o problema está na metodologia de ensino e na falta de planejamento escolar. Nesse sentido, observa-se que a persistência em apontar os recursos como a principal solução impede a manifestação de novas deliberações que exigem, acima de tudo, estratégia. Ademais, semelhante à filosofia de Durkheim, que enxergava a sociedade como um corpo organizado, o sistema educacional não deve ser tratado de maneira fragmentada, mas sim como um todo que progride por meio do bom funcionamento das partes que o compõe. É preciso, portanto, analisar os principais componentes envolvidos no processo educativo - aluno e professor - e os problemas que os afetam. Ao se tratar do primeiro, as estatísticas demonstram que a falta de interesse, seja pela metodologia ineficiente e a falta de didática dos professores, é a principal razão do abandono escolar. Por outro lado, os baixo salário e a displicência dos alunos são utilizados para explicar o desentusiasmo dos professores.
Portanto, é mister a adoção de políticas mediadoras a fim de atenuar o problema. A intervenção do Estado em prol dos direitos de todos os cidadãos se torna concebível a partir da elaboração de leis que visem a universalização da educação. O Ministério da Educação deve promover cursos e palestras com o fito de qualificar os gestores pedagógicos para lidar com os possíveis percalços em sala de aula. Somado a isto, cabe à mídia fomentar o interesse dos pais pela participação na vida escolar dos filhos por meio de campanhas, palestras e propagandas. Destarte, a educação brasileira deixa de ser vista como um sonho à espera de investimentos para se tornar uma realidade palpável.