Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 15/06/2020

Na obra “A República”, do filósofo grego Platão, é vislumbrado um sistema de governo ideal da pólis, no qual a sociedade seria justa e livre de conflitos e problemas. No entanto, na contemporaneidade, o que se observa é o oposto do que o filósofo prega, uma vez que o sistema educacional brasileiro é algo ser discutido. Esse cenário adverso é fruto tanto da falta de investimento quanto da deletéria gestão nas instituições públicas. Com isso, torna-se necessária a discussão acerca do assunto.

Precipuamente é vital pontuar que a falta de investimento é o principal promotor do problema. Tendo isso em vista, segundo o ex-presidente estadunidense, Barack Obama, um país que investe em educação colherá bons resultados no futuro, todavia, isso não ocorre no Brasil, dado que, de acordo com a OCDE, o país investe, proporcionalmente ao PIB, muito pouco na classe estudantil. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Ademais, é imperativo frisar que uma gestão deletéria das instituições públicas escolares é um agravante do problema. Partindo desse princípio, é notável que essas escolas, principalmente estaduais e municipais, carecem de uma administração adequada dos recursos, que muitas vezes são escassos, visto que a maioria não gera resultados convincentes e desejados em comparação com redes privadas de ensino e institutos federais. Nesse sentido, são necessárias medidas para sanar a perpetuação desse quadro controverso.

Depreende-se, destarte, que o governo federal deve criar programas de investimento, por meio do Ministério da Educação, a fim de que os estudantes tenham o máximo de acesso a recursos educacionais, posto que, dessa forma, as escolas possuirão uma estrutura adequada para oferecer aos educandos. Outrossim, é imprescindível que as secretarias estaduais e municipais de educação promovam processos seletivos mais restritos, isto é, apenas pessoas graduadas, além de pedagogia, em áreas de administração podem se inscrever à vaga, objetivando, assim, uma gestão mais consciente e responsável para gerir essas instituições. Somente assim, a sociedade, gradativamente, alcançará a utopia de Platão.