Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 22/06/2021

Hoje, o quadro pandêmico que afeta o Brasil e o mundo há mais de 1 ano, além de ter causado mais de 3 milhões de mortes comprovadas, agravou e criou problemas, principalmente na área da educação. As desigualdades inerentes ao sistema educacional brasileiro intensificaram-se, ao passo de que os mais pobres não dispõem das ferramentas essenciais para o completo usufruto do ensino à distância – necessário devido ao isolamento social. Observa-se, portanto, que o Estado deve agir de maneira a solucionar tais problemas mediante novos investimentos direcionados a garantir que os estudantes menos favorecidos possam aproveitar de uma melhor infraestrutura tecnológica.

De acordo com Paulo Freire, a educação possui o papel fundamental de “emancipar”, agindo em função de capacitar o estudante, independentemente de seu status social, para que este possa, consciente de sua realidade, participar de critica e ativamente na sociedade. No entanto, atualmente, observa-se uma enorme desigualdade entre as esferas pública e privada do sistema educacional, de modo que a primeira se encontra em situação de sucateamento extremo - com falta de verbas que acarretam em infraestrutura deteriorada, falta de equipamentos e professores mal remunerados-, enquanto a última desfruta de melhores condições de funcionamento graças ao privilégio lhes dado pelo abundante capital privado que as sustenta.

Tais fatos são evidenciados pelo levantamento realizado pela Todos pela Educação, o qual apontou que, em 2016, apenas 4,5% das escolas possuíam todos os itens de infraestrutura previstos em lei, no Plano Nacional de Educação (PNE). Este panorama prejudica a efetiva implementação dos ideais de Paulo Freire, ao passo que o direito democrático à educação de qualidade é posto “em xeque" no que tange a sua prática e efetiva atuação, pois não há garantia de igualdade educacional entre as classes sociais, reforçando, assim, o próprio abismo que as separa e impedindo o desenvolvimento pleno das capacidades críticas do cidadão na qualidade de estudante.

Dessa forma, é vital que o Estado brasileiro, por meio de ação conjunta entre seus órgãos federais, estaduais e municipais, aumente os gastos com educação, propondo a melhora geral das suas condições. Tal seria conquistada a partir da renovação infraestrutural das escolas, com a compra de novos equipamentos (como computadores e lousas digitais), reformas físicas das escolas e, por fim, incentivos à formação e continuidade de professores nas redes de ensino, através de cursos de aperfeiçoamento e capacitação profissional. Desse modo, é possível que a população pobre, marginalizada à ignorância, seja capaz de entender sua situação de oprimida e aja em favor da própria libertação rumo a uma sociedade justa e esclarecida.