Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 22/06/2021
O censo demográfico de 1872 ficou marcado na história não só por ser o primeiro a ser feito, como também por escancarar a vergonhosa realidade do país, 82% da população brasileira era analfabeta em um país marcado pela monarquia e pela escravidão de pessoas negras. Atualmente, as mazelas da escravidão acorrentam a população negra nas classes mais baixas da sociedade e impedem, por meio da falta de acesso à educação e o descaso com ensino público, a ascensão social desse grupo marginalizado.
Primeiramente, é impossível debater problemas da sociedade brasileira sem analisar o passado escravocrata que segue sendo a base das relações sociais e estruturando obstáculos como a baixa qualidade do sistema educacional no Brasil. Desse modo, pessoas negras foram fadadas à miséria e à luta pela sobrevivência, sendo impossível priorizar a educação. Nesse círculo vicioso criado, a educação surge como a única capaz de rompê-lo, pois como defende Paulo Freire em seu livro “Pedagogia do Oprimido” a educação liberta.
Nesse contexto, busca-se atualmente alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil, que sofreu em 2020 a significativa evasão de 4 milhões de alunos, além da falta de recursos básicos para educadores e educandos. Portanto, a falta de investimento do Estado na educação pública aparece como principal causador das muitas falhas no sistema educacional, como também na manutenção da estrutura que acorrenta milhares à miséria.
A fim de melhorar o sistema educacional do Brasil, diminuir a evasão escolar e estimular o ingresso da classe baixa no ensino superior, ONG’s ligadas às comunidades, em parceria com o governo do estado e a prefeitura, devem estimular o sentimento de pertencimento nos estudantes. Assim, o sistema educacional será aperfeiçoado por meio da aproximação da realidade escolar e da realidade vivida pelo aluno, criando uma relação consistente e humanizada entre o jovem e os educadores.