Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 20/10/2021

Segundo a filosofia aristotélica, nada se reduz ao ato senão por algo anterior já em ato. Nesse contexto, observa-se que na conjuntura brasileira contemporânea, não há muita iniciativa para a mudança em relação às alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil dificultando, assim, uma possível solução para tal problema e colocando em foco a baixa qualificação dos professores e os poucos investimentos feitos para a melhoria do sistema educacional. Sendo assim, urge a análise e a resolução desses entraves para melhores alternativas do sistema didático.

Em primeiro plano, evidencia-se que muitos professores têm baixa qualificação para transmitir conteúdos aos alunos, deve-se esse fato porque também foram padecentes do sistema educacional brasileiro, este, portanto, mal estruturado. É importante exaltar que no século XVI chegaram ao Brasil os nossos primeiros educadores, os chamados padres jesuítas, que alfabetizaram e catequizaram os índios, dando-lhes o conhecimento necessário para conviver em sociedade. Dessa forma, observa-se que é essa a função de um educador no século XXI, alfabetizar e dar a seus alunos o conhecimento para conviver em sociedade, porém as alternativas para o melhoramento do sistema educacional tem ficado cada vez mais precárias. Nesse viés, o Brasil está a cada dia mais nos últimos lugares na educação.

Outrossim, vale postular que o governo brasileiro não tem investido para a melhora dessas alternativas. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) em uma pesquisa realizada em 2018, revela que 68,1% dos estudantes brasileiros, com 15 anos de idade, não possuem nível básico de matemática e ainda consta que possuem baixa proficiência em leitura. A luz dessa perspectiva, deve haver maiores investimentos nos instrumentos de educação, para que o nível de estudantes com deficiência educacional diminua e coloque o Brasil em níveis maiores no contexto mundial.

Tendo em vista os argumentos apresentados, cabe ao Estado em parceria com o Ministério da Educação aumentar e direcionar melhor os investimentos no sistema educacional brasileiro, oferecer maior verba para as escolas para que possam investir não só na tecnologia, como também em matérias didáticos, assim, o instituto escolar irá melhorar não só o seu modo de ensino, mas também a sua forma de avaliação. Por conseguinte, devem também avaliar anualmente professores e alunos nas escolas e descobrirem aonde direcionarem maiores verbas, dando maior atenção àquelas instituições com maiores dificuldades de aprendizagem. Dessa maneira, como explica a filosofia aristotélica, que para que algo aconteça ela já precisa estar acontecendo, ou seja, em ato, o sistema educacional no Brasil deixára de decair e passará a ser um modelo mundial.