Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 29/10/2021

“Todos me perguntam se eu sou superdotado, mas a verdade é que minha mãe me ‘superdotou’, a partir de leituras e jogos educacionais infantis eu fui para a escola com sede de aprender”. Essa narrativa fictícia, embora verossímil, evidencia a fome e facilidade de aprendizado de uma criança que já foi familiarizada a um ambiente de alfabetização antes da escola. Desse modo, fica claro que a literacia se faz necessária para o sucesso do sistema educacional.

Nesse âmbito, a falta de literacia - condição de quem é letrado ou ensinado por meios não formais - é uma pedra de Sísifo, a qual Sísifo foi obrigado a carregar todos os dias como forma de castigo, na vida dos brasileiros, já que os pequenos não são apresentados a nenhuma alternativa educacional dentro de casa. Dito isso, a fundação Itaú criou o programa “Leia para uma criança” que promove a leitura para filhos e sobrinhos. Dessa forma, os responsáveis “superdotam” os seus pupilos e contribuem com o sucesso do sistema educacional.

De modo contrário, a maioria da nação, por terem um mau acesso a informação de qualidade, não sabem do benefício da literacia. Assim, a obra “Ensaio sobre a cegueira” de José Saramago - em que as pessoas ficam cegas por não enxergarem o problema do próximo e só voltam a ver quando se tornam empáticos - faz uma analogia a parcela da sociedade e ao Ministério da Educação que estão cegos por saberem o benefício da literacia no alto índice de melhoria na instituição colegial e não influenciarem a utilização desse sistema deixando esse fardo de Sísifo nas costas dos aprendizes.

Em vista disso, o MEC, em parceria com a mídia e programas como “Leia para uma criança”, deve, por meio de propagandas televisivas e audíveis, as quais são responsáveis pela disseminação de informação e conteúdo para todos, criar projetos que incentivem a leitura para crianças no lar e propagandas para divulgar esses projetos para que ele chegue aos ouvidos de mais tutores. Assim, deixando a cegueira de lado e tirando essa pedra da nação, “superdotarão” as crianças e alavancará, então, o regime educacional brasileiro.