Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 04/11/2021
A Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, assegura aos cidadãos o direito à educação, sendo dever do Estado tomar medidas que viabilizem esse pressuposto. Todavia, o sistema educacional do país apresenta muitas falhas, visto que é vítima do negligenciamento, tanto do poder político, quanta da sociedade, tornando-se necessário alternativas para melhorá-lo. Essa fato é propiciado, ora pela desvalorização que o estudo possui, ora pela falta de investimentos na área.
Em verdade, historicamente, a educação foi segregacionada, fator primordial para a relevância que, na conjuntura atual, lhe é atribuída. Sob esse viés, no Período Colonial, com a clara distinção social e econômica que existia para dividir os que deveriam ter acesso ao sistema educativo, a elite, e os que não deveriam, os demais indivíduos, foi promovido o contexto de desvalorização do ensino atual. Dessa forma, a grande maioria da sociedade tem no trabalho pesado, ainda, o principal meio de obtenção de uma renda fixa, não vendo nas instituições educativas espaços que lhes pertençam. Assim, é notório que se os responsáveis pelos alunos não reconhecem a imprescindibilidade do estudo, a dificuldade de inserir as crianças e os jovens nesse meio é aumentada, pois não há um incentivo e um acompanhamento familiar, pontos essenciais para aprimorar o desenvolvimento cognitivo.
Outrossim, quando se compara a importância que a educação tem para o crescimento da nação com a quantidade de investimentos que é destinado a ela, fica explícito o quanto o último é insuficiente. Nessa perspectiva, quando Nelson mandela, ex-presidente da África do Sul, afirma que a educação é arma mais poderosa para mudar o mundo, ele postula, exatamente, a dimensão que tem investir em ensino educacional, exaltando sua capacidade de mudança. Dessa maneira, tal afirmação fica evidente no caso da China, que inicia-se, economicamente, agrária, mas que com anos investindo em educação de base, emergi, atualmente, como potência. Logo, sem uma redistribuição de orçamentos atendendo o setor educativo de forma prioritária, o ensino não atenderá, corretamente, os anseios da população.
Destarte, com o intuito de mitigar os entraves supracitados, é mister que o Governo, agente na formação de recursos, em parceria com as instituições educativas, desenvolva projeto que integre o momento de aprender dos alunos com a família, essencialmente, no início da vida escolar, por meio de encontros educativos entre professores, estudantes e responsáveis, em rodas de conversa, para discutir a importância da educação, com o fito de promover sua valorização e melhorar o aprendizado. Ademais, é impreterível que o Estado, por intermédio de subsídios tributários, expanda os investimentos na áreas educativas, a fim de proporcionar melhorias estruturais e tecnológicas no estudo.