Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 15/11/2021

Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois as alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil encontram-se fragilizadas, instituindo um grave problema que, por debilidade dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país.

Sob esse panorama, percebe-se que a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição de 1988, a qual garante a todo cidadão o direito à educação de qualidade. A priori, segundo o portal de notícias G1, há uma inércia no gerenciamento das políticas educacionais, na medida que o Ministério da Educação não gasta todo dinheiro que tem disponível. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, restringida do ádito dos benefícios sociais, por exemplo, investimentos na área educacional, já que, de acordo com Mc Sid, um dos maiores críticos brasileiro, o governo não investe nas causas essenciais da federação, fato que estrutura o problema. Desse modo, evidencia-se a ineficiência do Estado na garantia da satisfação pública, posto que ele não cumpre seu dever de anteparo coletivo.

Ademais, é perceptível a falta de conscientização informacional, visto que o corpo social desconhece assuntos de elevada relevância, especificamente, a cobrança de leis básicas. Nesse contexto, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, analisa-se que a escassez de informação nos centros educacionais do país resulta em tal impasse, dado que se estrutura a alienação comunitária, exemplificada na obra do matemático Platão, “O mito da caverna”, que exibe a ignorância e a manipulação que a sociedade sofre diante da captação do conhecimento, que nesse viés, não exigem seus direitos inerentes, como investimentos nas diversas áreas sociais, perpetuando, dessa forma, o estorvo. Logo, urge uma mudança para a reversão desse quadro caótico.

Portanto, fazem-se necessárias alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do país, o aprimoramento da educação pública do território, mediante verbas do cofre público, com o fito de disponibilizar qualidade no âmbito educacional e, eventualmente, prevenir a violação dos direitos constitucionais. Além disso, deve providenciar com o Ministério da Cidadania, campanhas, que conscientizem a população na cobrança de investimentos da presidência. A partir dessa ação, será possível minimizar o óbice em pauta e consolidar os preceitos da obra de Maquiavel.