Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 17/11/2021

Segundo recente pesquisa do IBGE, o quadro educativo no Brasil é aterrador, mais de 50% dos alunos da rede pública saem do ensino médio sem saber o básico dessa etapa. A despeito disso, o governo permanece omisso em relação à saúde, retirando verba da educação e não adotando políticas públicas eficientes nessa área.

Nesse sentido, em outubro de 2021 o governo divulgou a projeção orçamentária do país para 2022. Nessa projeção, o ministério da educação perde 20% da sua verba em relação aos anos anteriores. Dessa forma, o governo federal demonstra incompetência em administrar a educação pública, comprometendo seu funcionamento, sua eficiência e, por conseguinte, a educação da juventude do país.

Outrossim, as consequências desse cenário são desastrosas para a sociedade brasileira. Com a falta de verbas, as instituições de ensino público, já, segundo Gilberto Freyre, em A História da Educação Brasileira, historicamente precarizadas, encontram- se numa posição e impotência frente a necessidade de continuar operantes. Sem a infraestrutura e os profissionais adequados para o funcionamento, não resta escolha se não oferecer uma educação pobre e ineficiente.

Assim sendo, tendo em vista a máxima de Paulo Freire, que atribui à educação o caráter de motor do progresso, é imprescindível a reparação desse quadro. Logo, o Estado deve reconhecer a sua incompetência no assunto e terceirizar a educação pública, por meio da garantia de benefícios fiscais às instituições de ensino privado, que em troca devem absorver estudantes da rede pública, a fim de garantir acesso à uma educação de qualidade.