Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 20/04/2022

O livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do autor Machado de Assis, retrata a frase “Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”. Paralelamente, esse posicionamento exposto na obra literária enquadra-se na realidade do Brasil, já que o sistema educacional brasileiro passa um período de falta de eficiência e desordem instrucional. Nessa perspectiva, deve-se analisar a carência de medidas governamentais e, também, a banalização do impasse.

A princípio, destaca-se a deficiência de ações do poder público para combater a problemática. Nesse viés, segundo Rousseau, filósofo contratualista, o Estado deve proporcionar bem-estar social. Analogamente, fica evidente a violação do “Contrato Social”, visto que o governo não cumpre sua função de garantir os direitos fundamentais, isto é, a falta de recursos básicos como cadeiras e mesas, dado que esses instrumentos são o mínimo para implantar uma mudança dessa realidade. Assim, novas metodologias e investimentos devem ser criados.

Em segundo plano, atrelado a isso, a trivialização de alternativas para melhorar a educar brasileira é um impulsionador da questão social. Ainda sob esse ângulo, a filósofa Hannah Arendt, com o seu conceito “banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele que é visto como algo cotidiano, corriqueiro. Seguindo esse raciocínio, muitas vezes, o tabu gerado entorno da implantação de novas tecnologias e métodos de ensino é considerado pelos pais e responsáveis legais de alunos como algo comum e normal. Porém, representa um grande mal para a evolução do Brasil, uma vez que gera consequências na educação dos jovens.

É evidente, portanto, que melhorias para alavancar o sistema educacional brasileiro devem ser discutidas. Destarte, o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, deve criar campanhas midiáticas nos meios de comunicações sociais, por exemplo, redes sociais, televisivas e radiofônicas. Nesse sentido, com o intuito de instruir os brasileiros sobre os benefícios que as novas formas de educar proporcionam e aumentam a eficiência de aprendizagem dos estudantes, a fim de descontruir esse pensamento de banalização das melhorias no sistema educacional. Posto isso, será possível obter uma nação mais justa, coesa e com um legado diferente do livro de Machado de Assis.