Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 02/11/2017
“A educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo.” Essa famosa frase proferida por Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, ilustra o papel indispensável da educação para gerar mudanças em uma sociedade. No Brasil, porém, o sistema educacional urge modificações para que o objetivo transformador seja alcançado. Nesse viés, vale identificar os principais entraves que o país enfrenta, relacionados à estrutura precárias das escolas públicas e à incapacidade de reter os estudantes nas escolas.
Primordialmente, a Constituição Federal declara o acesso a educação um direito de todo cidadão e função do Estado.É notório, no entanto, que as instituições públicas carecem de uma estrutura física para o pleno desenvolvimento científico-cultural e formação cidadã do jovem. O ideal, portanto, seria escolas com bibliotecas, laboratórios de informática, quadra esportiva e laboratórios de ciências. Desse modo, o indivíduo teria equipamentos e conforto do ambiente para se concentrar, se dedicar ao aprendizado e expandir os conhecimentos com aulas práticas. O professor, por sua vez, teria recursos para desenvolver o seu trabalho com eficácia.
Outrossim, a alta evasão escolar, evidenciada pelos dados do Instituto Brasileiro Geografia e Estatística, reflete a incapacidade das escolas de suprir as necessidades do estudante do seculo XXI. Em uma célebre música,“Another Brick on the Wall”, a banda Pink Floyd faz uma critica ao modelo rígido e retrógrado de ensino, que persiste ate os dias atuais. A função da escola não e apenas disciplinar ou seguir conteúdos programáticos. A instituição escolar tem um papel social, segundo o educador Paulo Freire, ou seja, a mesma deve auxiliar na inserção do indivíduo na sociedade. È necessário, portanto, refletir sobre o papel da escola contemporânea.
Infere-se, portanto, que a educação é protagonista no progresso de uma nação e demanda mudanças no que tange à estrutura física e ideológica das escolas. Desse modo, e imprescindível o papel do Ministério da Educação, que deve, em conjunto com os governos municipais e estaduais, direcionar uma quantia maior da verba para reformas nos estabelecimentos escolares, almejando criar um padrão em todo território nacional. Ademais, tal ministério tem a responsabilidade de estudar um novo modelo educacional que atenda o perfil atual dos estudantes, baseando-se nos dados do IBGE. Para que isso seja possível, o ensino integral deve ser considerado como alternativa. Dessa maneira, ao longo do dia, o estudante poderá, além de aprender as disciplinas curriculares, fazer tarefas de casa, ter acesso aos computadores e bibliotecas, participar de esportes e ainda realizar oficinas de capacitação profissional. Nessa busca por melhorias na educação, o Brasil estará lapidando a sua arma mais poderosa.