Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil
Enviada em 04/10/2017
A Coréia do Sul, após o fim da sua guerra de independência no século XX, investiu massivamente em sua educação, o que resultou, em poucas décadas, na transformação do país em uma das maiores potências econômicas e tecnológicas do mundo. Tal exemplo demonstra a direta relação entre conhecimento e desenvolvimento socioeconômico de um país. Apesar de ter conhecimento desse fato, o Brasil investe baixas quantias em seu sistema educacional, o que impede o nosso real crescimento. Nesse sentido, é essencial a criação de medidas e de grandes aplicações de capital nesse setor que alavanquem o progresso da nação.
A baixa valorização dos professores, sobretudo os de ensino fundamental e médio, é um problema histórico e persistente na sociedade brasileira. Os baixos salários e as condições precárias que são submetidos a lecionar configuram as principais razões que tornam a profissão menos atrativa no território nacional. Apesar da sua enorme importância na formação dos cidadãos, os professores são pouco valorizados pelo governo. Prova disso são as recorrentes greves destes em escolas e universidades públicas que demonstram claramente esse descaso.
Em paralelo à essa questão, a tecnologia, principal alicerce de quase toda sociedade, ainda é pouco explorada na educação nacional. Ainda que uma parte do senso comum acredite que o uso de aparelhos tecnológicos possam prejudicar o aprendizado, desviando a atenção dos alunos, se bem utilizados, esses recursos podem melhorar, significativamente, as condições do sistema de ensino atual. Um bom exemplo disso são as escolas japonesas, que usam, frequentemente, tablets e computadores nas salas de aula, de forma que os conteúdos passados pelos professores sejam mais facilmente absorvidos, devido às inúmeras funções desses aparelhos. O resultado disso são altíssimos índices referentes a educação e, consequentemente, no desenvolvimento econômicos e tecnológicos no Japão.
É seguro afirmar, portanto, que a educação no Brasil têm diversos defeitos passíveis de mudanças. Para tanto, é crucial dar o devido valor aos professores. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Educação aumentar de forma considerável o salário mínimo desses trabalhadores e criar benefícios como vale transporte e vale moradia para eles, com a finalidade de dar-lhes a merecida importância e melhorar, assim, a educação no país. Ademais, deve-se aproveitar as atuais discussões acerca da reforma do ensino médio para implementar aparatos tecnológicos às escolas públicas, com a compra de tablets, computadores e lousas digitais, por parte da prefeitura -com apoio financeiro da União-, a fim de diminuir o atraso do ensino nacional e alcançar, verdadeiramente, o desenvolvimento do país.