Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 11/10/2017

O filósofo Sêneca, na Antiguidade Clássia, já destacava a importância da educação na formação individual e demonstrou sua atenção com a mesma através da frase: a educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida. Em contrapartida, no Brasil, a magnitude da educação é inversamente proporcional à qualidade do sistema educacional do país, uma vez que este tem se mostrado falho e deficiente.

De fato, dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), que avalia as competências de leitura, ciências e matemática, mostram que o conhecimento dos estudantes brasileiros está muito aquém do ideal, justificando a péssima colocação do país no exame. A diferença do sistema educacional do Brasil para o sistema dos países que lideram o ranking, como a Finlândia, reside tanto em problemas intraescolares quanto extraescolares.

No ambiente escolar, percebe-se que os baixos investimentos associados a gestões ineficientes resultam em infraestruturas precárias e poucas possibilidades de inovação, fomentando o desinteresse do aluno em estudar. Somado a isso, a desvalorização dos professores configura mais um obstáculo, visto que os baixos salários e a subjugação da profissão na cultura brasileira diminuem as oportunidades de atualização profissional e geram perspectivas de insatisfação e frustração nos educadores, influenciando em suas atuações em sala de aula.

Concomitantemente a isso, a trajetória escolar dos alunos é influenciada por fatores externos como apoio familiar, escolarização dos pais e necessidade de renda. Estudos da Universidade do Tocantins revelam que o envolvimento da família na vida escolar dos filhos tem inúmeros efeitos positivos como o aumento da auto estima do estudante, desenvolvimento de habilidades sociais e amplificação do interesse em estudar. Em contrapartida, famílias pouco instruídas têm dificuldades em se envolver na escolarização dos filhos, causando os efeitos contrários.

Torna-se evidente, portanto, que o sistema educacional brasileiro necessita de reformas urgentes. A começar pelo poder público, que deve investir mais em recursos e em gestões eficientes nas escolas, além de firmar parcerias com ONG’s e Faculdades de Educação, a fim de adotar métodos inovadores de ensino. As instituições escolares, por sua vez, devem promover programas psicopedagógicos de apoio aos estudantes, auxiliando-os em suas dificuldades. Por fim, um parceria entre escolas, governos estaduais e mídia deve promover uma maior valorização dos professores, através do aumento de salários, da implantação de bonificações por atualização profissional e da divulgação do papel importantíssimo que os educadores têm na vida das crianças brasileiras.