Alternativas para melhorar o sistema educacional no Brasil

Enviada em 06/04/2018

Período integral. Uso de tecnologias em sala. Autonomia sobre o que estudar. Melhores estruturas. Essas são sugestões para tornar eficaz o sistema educacional brasileiro, uma vez que tem demonstrado, principalmente nas escolas públicas, resultados negativos, devido à sua precariedade. Com efeito, a educação brasileira apresenta um caráter marginalizador ao não distribuir, igualmente, as oportunidades.

A priori, é válido ressaltar que esse insucesso educacional advém de uma autofagia do sistema. Nesse sentido, professores concursados, quando comparecem, não se importam, em sua maioria, com o aprendizado, mas apenas em passar o assunto, tal atitude afasta o aluno da instituição, de modo que o “estudar é chato” torna-se uma “moral de rebanho”, que segundo Nietzsche, faz com que todos pensem assim. Os estudantes, desse modo, são violentados, conforme Pierre Bourdieu, pelo Estado, marginalizando diversos indivíduos por não inseri-los na sociedade.

Igualmente, o filósofo Habermas afirma que " incluir não é só trazer pra perto, mas oportunizar". Nesse aspecto, de nada adianta melhorar as condições físicas de uma instituição educacional, ou instalar tecnologias em sala se não trouxer oportunidades, para que os indivíduos sintam-se parte integrante de uma sociedade, por meio de empregos e/ou ensino técnico. Ademais, para criar um educação igualitária é imperioso endoculturar os estudantes com criticidade, visto que, dessa maneira, poderão tornar hereditário os conhecimentos para inserção social.

Fica claro, portanto, que as alternativas são muitas, porém a ideia é: deixar de violentar, para dar oportunidades. Cabe ,pois, ao Estado oportunizar, por intermédio da criação de vínculos com empresas, ONG’s, as quais trarão o indivíduo para o mercado de trabalho, para que cresça juntamente com a sociedade. Assim, o sistema educacional brasileiro trará resultados positivos.