Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 09/10/2025
De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, o que expressa a influência do ensino nas habilidades e na forma de agir dos indivíduos. Nessa perspectiva, tal tese é confirmada ao se observar o atual panorama brasileiro, uma vez que o país se encontra em uma complexa crise educacional, o que favorece a persistência do analfabetismo funcional e perpetua a situação. Diante desse cenário, é possível apontar a precariedade da educação brasileira e a desigualdade social como os principais alicerces do óbice.
Em primeira análise, é imprescindível ressaltar o precário sistema educacional do Brasil como fator agravante do quadro. Nesse contexto, o educador Paulo Freire alega que as escolas brasileiras, principais instituições pedagógicas, adotam um sistema de ‘’educação bancária’’, no qual os conteúdos escolares são apenas depositados nos alunos, desconsiderando sua aplicação prática. Em decorrência disso, a alfabetização dos estudantes é prejudicada, visto que eles não são incentivados a utilizar suas habilidades interpretativas e reflexivas no cotidiano. Logo, é inadmissível que tal situação continue a perdurar.
Além disso, é fulcral pontuar que a assimetria social possui relação direta com a permanência do analfabetismo funcional no território nacional. Nesse raciocínio, o sociólogo Karl Marx afirma que a sociedade é dividida em classes sociais, na qual os cidadãos com maior poder aquisitivo possuem inúmeras vantagens em relação a parcela mais pobre da população. Sob esse viés, ao se analisar o Brasil, é visível a veracidade da afirmação do pensador, visto que os indivíduos menos privilegiados, necessitam trabalhar para sustentar suas famílias e são sujeitos à condições inadequadas de estudo quando comparadas com as dos beneficiados.
Fica evidente, portanto, que ações devem ser tomadas a fim de mitigar a complexa situação. sob essa ótica, cabe ao governo federal, órgão de maior poder público nacional, aliado ao Ministério da Educação, mediante ao aumento de verba destinada ao setor educacional, aprimorar a qualidade do ensino das escolas públicas brasileiras, bem como garantir um auxílio financeiro ao estudantes com menor poder aquisitivo. Dessa forma, a educação brasileira será mais democrática e acessível, assim, haverá uma queda considerável do analfabetismo no país.