Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 17/10/2025

Em um dos episódios da série A Teoria do Big Bang, o personagem Sheldon tenta ensinar física básica para Penny, em escala didática, porém percebe que ela consegue ler, mas não compreender as explicações. Para além da ficção, ao expor, em um exercício de comédia, a situação, a trama faz uma crítica a um tema recorrente na sociedade brasileira: o fato de grande parte da população não conseguir interpretar textos, sejam complexos ou simples. Logo, o analfabetismo funcional no Brasil é um fator a ser analisado, haja vista que é causado pela negligência estatal em conceder educação de qualidade nas escolas e pela ausência de mobilização coletiva no âmbito educacional.

Primordialmente, necessário destacar que a Constituição Federal de 1988 garante a educação de qualidade como direito básico para todos. No entanto, na prática, esse direito tem permanecido apenas na teoria, visto que grande parte dos estudantes, ao sair do ensino fundamental e médio, sabe ler, mas não entende diversos textos. Dessa forma, uma grande quantidade de jovens recém-formados é direcionada para o mercado de trabalho apresentando um desvio grave de semianalfabetismo. Nessa perspectiva, em uma edição do podcast Os Sócios, o apresentador Bruno Perini mostrou, por meio de dados, que o número de analfabetos funcionais, mais provenientes das redes de ensino, cresce a cada ano, e as instituições governamentais não tomam as medidas necessárias para combater esse problema. Diante disso, é notório que a falta de políticas públicas de Estado no combate a essa questão é um fator que compromete o letramento básico no país, pois a dificuldade de interpretação prejudica inclusive a inserção na área profissional.