Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

A democratização do acesso a informação a partir do advento da internet, proporcionou um processo de integração social ao facilitar a busca pelo conhecimento.  Ademais, a utilização da internet por centros de ensino e por alunos melhorou a qualidade de educação proporcionada aos estudantes. Por outro lado, a tecnologia fere a capacidade de interpretação e de posicionamento do discente, apresentando-lhe de maneira direta a informação pesquisada. Para mais, a alienação do aluno ao usar a internet nos estudos o faz  absorver pouca ou nenhuma informação, necessária na sua grade curricular, o tornando um analfabeto funcional.

Em 1988, a Constituição Cidadã, por meio do artigo 205, estabeleceu a educação como um direito social, tornou- se dever do Estado a formação educacional dos cidadãos. Por conseguinte, se antes o desafio era levar educação à sociedade, hodiernamente ele vai além, trata-se de “levar a sociedade à educação”, ou seja, promover o reconhecimento da educação pública e estimular leitura.Por analogia, a leitura de clássicos da literatura brasileira é pouco estimulada, grandes escritores como: Machado de Assis, Oswald de Andrade e José de Alencar, por exemplo, são desprezados pela grande maioria da população nacional. Além disso, suas obras, revolucionárias e que marcaram época, são descritas como sacais e irrelevantes, tornando o analfabetismo funcional no Brasil uma consequência da cultural popular.

No século XXI, a capacidade de interpretação textual é necessária de maneira mais urgente, as redes sociais utilizam um alto teor de ironia e humor, exigindo do usuário essa habilidade. O aplicativo que mais utiliza desses efeitos de sentido é o “Twitter”, por meio dele muitas pessoas se expressam, transmitindo suas opiniões e críticas. Inegavelmente, a modernidade exige do indivíduo a habilidade de ler e interpretar. Dessa forma, não ter essa capacidade é, a cima de tudo, se “autoexcluir” do convívio social.

Em síntese, cabe ao Estado, por meio do Ministério de Educação estimular a leitura de paradidáticos por crianças e jovens. Desenvolver  a prática de leitura, como forma de diversão e não mais como obrigação tornará a atividade mais prazerosa e estimulante ao cidadão. Outrossim, será a disponibilização de bibliotecas públicas por todo o território nacional, facilitando o acesso à leitura.