Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/03/2019
Paradoxo da leitura
“O Brasil é um país de analfabetos que sabem ler mas não leem”. A frase anterior, dita por Rubem Alves, se encaixa no contexto brasileiro atual, em que, apesar de muitos dominarem o ato da leitura, são poucos os que a compreendem. Inúmeros motivos desencadeiam nisto, o analfabetismo funcional, mas sabe – se que o trabalho infantil, bem como a falta de valorização da educação e dos professores, são os principais obstáculos para a alfabetização efetiva.
Em primeira análise, vale ressaltar que mesmo com a Constituição de 1988 garantindo educação a todas as crianças, a lei não está sendo cumprida, já que, de acordo com o IBGE de 2015, 80 mil crianças de 5 à 9 anos foram notificadas em locais de trabalho, acarretando, senão a negligência total da escola, a parcial participação nos estudos. Diante disso, mesmo que a criança possa frequentar o colégio em horário alternativo, não terá condições suficientes para aprender amplamente, resultando em exclusão social, cidadãos menos críticos e analfabetismo.
Além disso, a desvalorização das escolas e dos professores no Brasil, faz com que os alunos muitas vezes recebam uma educação precária. Segundo o Inaf de 2018, cerca de 4% das pessoas com cursos profissionalizantes são analfabetas funcionais, isto ocorre pois a capacidade de compreensão, bem como técnica de leitura são desenvolvidas em etapas, e somente se o estudante for treinando em sua infância poderá ser alfabetizado no futuro. Desse modo, há médicos, advogados, engenheiros e entre outros, desqualificados em relação a capacidade de leitura, no mercado de trabalho.
Em suma, medidas para combater o analfabetismo funcional precisam ser tomadas. Iniciando pelo Governo Federal, que deve subsidiar famílias com baixas condições financeiras, por meio de parcerias com instituições privadas, para que as crianças possam frequentar a escola e consigam desenvolver todas as habilidades possíveis. Além disso, é necessário que ONGs criem programas de resgate de analfabetos, funcionais ou não, através de parcerias com professores da rede pública de ensino, buscando assim, suprir as dificuldades que os indivíduos apresentam na leitura. Só assim, talvez um dia, o Brasil será um país de pessoas que sabem ler, e leem.