Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 23/03/2019

A incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples do cotidiano é denominada analfabetismo funcional, incluindo também, pessoas que, mesmo com diploma de algum nível escolar, não conseguem interpretar textos e organizar suas ideias na defesa de um ponto de vista. No Brasil, é alarmante o número de indivíduos com essa inabilidade, que engloba desde jovens até adultos, devido às desigualdades sociais e econômicas existentes no país. Dessa forma, é imprescindível reduzir os níveis de disparidades na sociedade como alternativa para diminuir os casos de analfabetismo funcional.

Primeiramente, há uma preocupante realidade nas escolas públicas municipais e estaduais brasileiras. De acordo com a revista Época, a partir de resultados indicados pela Prova Brasil, avaliação usada para apontar a qualidade da educação do país, o ensino público no Brasil é ruim, desigual e estagnado. Sendo assim, diante de uma precariedade educacional, alunos que não possuem condições para se ingressarem em escolas particulares, estão sujeitos à uma superficialidade de conteúdos e à falta de infraestrutura dos colégios que dificulta a aprendizagem.

Outrossim, estudos feitos pelo Instituto Ayrton Senna indicam que a cada ano 3 milhões de jovens abandonam os estudos no Brasil. Diante disso, dentre os vários motivos que impedem a continuação de alunos nas escolas, a falta de condições financeiras, até mesmo para se deslocarem para a instituição, refletem diretamente a tamanha desigualdade da sociedade brasileira. Sendo assim, para ajudar nas fianças da família e na busca por melhores condições de vida, muitos indivíduos saem das escolas para se ingressarem no mercado de trabalho desde muito cedo, sabendo apenas o básico da educação que é a leitura e a escrita.

Portanto, a fim de proporcionar uma melhoria na estruturação de instituições escolares e um aprofundamento nos conteúdos curriculares de ensino para aperfeiçoar e moldar novos indivíduos com um caráter mais crítico, o Governo através do poder executivo, juntamente com instituições que visam a qualidade de estudo, devem investir em políticas públicas e exerce-las junto com as já existentes, proporcionando materiais didáticos de qualidades, reformas em escolas com infraestrutura precária e contratação de professores capacitados para que o ensino seja eficiente. Além disso, projetos que auxiliem alunos incapacitados financeiramente até a conclusão de seu trajeto escolar devem ser implementados para impedir que estes abandonem os estudos pela carência financeira. Dessa forma, reduziria as desigualdades sociais e o número de indivíduos analfabetos funcionais.