Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 21/04/2019
No século XVI, em uma séria tentativa de aculturação indígena, o Reino português, investiu seriamente na alfabetização dos nativos para manipulação destes. No contexto hodierno, embora boa parte da população saiba ler, observa-se a incapacidade de compreender e interpretar diversos textos, e diferentemente do caso português, nota-se o descaso governamental perante o analfabetismo funcional no Brasil. Esse cenário advém da falha educacional em legitimar o aprendizado e a preparação básica dos indivíduos. Dentre os fatores consequentes desse processo, estão a tentativa de alienação das massas, aliado ao comprometimento do progresso social.
Primeiramente, é necessário associar o analfabetismo funcional à manipulação da sociedade por uma minoria. Tal conjuntura ocorre devido à alienação das massas, a qual desprovida de senso crítico, torna-se facilmente manipulável, graças à dificuldade de interpretação de diversos discursos. Essa situação é análoga ao pensamento de Foucault, de cujo diz que os corpos são moldados para servir ao sistema, já que a incompreensão popular de certo conteúdos facilita o controle das massas.
Em segundo plano, diante da alienação social, é válido ressaltar que a incapacidade interpretativa compromete o progresso da sociedade. Evidentemente, isso demonstra-se através da desqualificação profissional, o qual segundo dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) provém do precário ensino de matérias básicas, que por sua vez, deixou o Brasil com baixo índice educacional na mesma pesquisa. Dessa forma, tal fato denuncia a falha escolar em qualificar de maneira essencial os indivíduos, pois é notável a dificuldade de aprendizado após ingresso no ensino superior.
Em suma, evidencia-se que o descaso com a educação básica é o cerne do problema de analfabetismo funcional. Desse modo, é fundamental que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, reformem a base comum curricular, por meio da inspiração em países desenvolvidos educacionalmente, e de fortes investimento nesse setor. Dessa forma, promover o ensino digno para reduzir o número de leitores leigos. Ademais, é necessário diversificar o conteúdo didático, a fim de incitar o senso crítico perante diversos conteúdos. Assim, espera-se aumentar a alfabetização interpretativa na sociedade, e diferentemente dos portugueses, promulgar a educação para emancipação e qualificação dos indivíduos.