Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

Desde o século XVIII, com o Iluminismo, a ideia da necessidade de um bom Ensino para a formação de cidadãos e excelentes profissionais vem sendo difundida pelo mundo.No Brasil, entretanto, a existência de um número significativo de analfabetos funcionais demonstra que a Educação no país possui falhas  que o coloca na contramão dos países desenvolvidos.

De início, deve- se compreender que quando o psicólogo Lev Vygotsky afirma que a escola não deve se distanciar dos aspectos sociais da vida de seus participantes, corrobora - se a necessidade de aproximar matérias como matemática financeira e estudo dos gêneros textuais do cotidiano dos alunos.Isso porque, o uso de exemplos concretos em salas de aula facilita a assimilação, pelos educandos, dos conteúdos abordados.Contudo, são poucas as Instituições de Ensino no Brasil que utilizam esse método.Não é por acaso que, de acordo com o MEC, quase trinta por cento dos egressos do Ensino Médio têm dificuldade para interpretar textos e fazer cálculos básicos, um grave problema.

Concomitante a essa dimensão educacional, os escassos incentivos públicos às empresas que desenvolvem projetos de qualificação de funcionários propiciam a permanência do problema e, ainda,  prejudica o desenvolvimento do Brasil.Isso ocorre, porque a necessidade de mão de obra qualificada faz com que empresas busquem profissionais em outros países.Assim, desempregados que estão nesse estado por terem baixa qualificação tendem a continuar sem emprego, o que os coloca em situação de vulnerabilidade econômica e marginalização social.

Urge, portanto , reduzir esse problema.Para que isso ocorra, as Universidades, em seus projetos de extensões, devem treinar  professores e ajudar escolas a implementar novos métodos de ensino  como, por exemplo, o  utilizado pela escola Campos Salles , de Heliópolis , que é baseado no estudo pró - ativo dos estudantes e de professores facilitadores.Dessa forma, é possível formar alunos conscientes de seus papéis sociais e futuros profissionais que prezam pela excelência.Além disso, é preciso que o Estado ofereça incentivos fiscais às empresas que investem na qualificação dos próprios funcionários, com intuito de mitigar dificuldades educacionais básicas e permitir a ascensão profissional.