Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 20/03/2019
Na plenitude do século XXI, o índice de analfabetismo permanece relativamente elevado em muitos lugares do mundo, incluindo o Brasil. A necessidade pertinente de comunicação, acarreta, na mesma proporção, a indispensabilidade da compreensão. Destarte, o dilema contemporâneo -e ao mesmo tempo tão anacrônico-, é refletido na própria sociedade que apresenta necessidades de acesso à novas tecnologias incessantemente. O analfabetismo funcional é definido como a incapacidade da compreensão textual simples e mostra-se cada vez mais predominante no cenário atual Brasileiro. Conforme pesquisa feita pelo Instituto Pró-Livro, 50% dos brasileiros entrevistados declararam não ler livros por não conseguirem compreender seu conteúdo, embora sejam tecnicamente alfabetizados. Dessa forma, é racional inferir que os problemas atuais não são fruto de uma decadência de ensino superior, mas da falta de estímulo no que tange à leitura.
À vista disso, o resultado de tal negligência é notório principalmente nas redes sociais, onde são discutidas questões sócio-políticas e que, frequentemente, são impulsionadas justamente pela má interpretação. Não obstante, tal disfuncionalidade tem resultados insignificantes quanto ao mercado de trabalho, encaminhando ao desemprego. Segundo o filósofo francês Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, nesse contexto, a educação mostra-se cada vez mais impactante na vida das pessoas.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução do impasse e a garantia de políticas públicas eficientes. Primordialmente, o MEC (Ministério da Educação) deve estabelecer campanhas e cartazes de incentivo à leitura nas escolas, focalizando principalmente a consequência da falta da prática. Cabe aos alunos, portanto, a sua legítima efetividade, afinal, a educação só faz algum sentido se realiza alguma mudança na vida de alguém.