Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 22/03/2019
Na Idade Moderna, a Igreja Católica, por ter muito conhecimento e acesso à escrita, detinha forte poder sobre a população e abusava-se disso para obter vantagens e alto poderio persuasivo. Entretanto, com a Reforma Protestante, Lutero traduziu a bíblia, e a partir disso a sociedade começou a enxergar as coisas ao seu redor de forma diferente do que a igreja estava impondo. Dessa maneira, pode-se observar que a educação é a base e o princípio de todo entendimento e relações sociais, sendo necessária para a formação de cidadãos que não seja apenas de papel e sim, entendedores e formadores de opinião, para que ocorra um funcionamento mais claro e eficiente da coletividade.
Diante desse cenário, pode-se inferir que no Brasil boa parte das pessoas tem entrada restrita ao ensino educacional, devido o alto índice de desigualdade social e descaso do governo em relação a projetos que desenvolvam o interesse à leitura e conhecimento dos estudantes, além de não investir em em ensino público de qualidade. Dessa forma, as escolas, em sua maioria, acabam formando analfabetos funcionais, que apesar de decodificar as letras, frases, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos, identificar ironia e de fazer operações matemáticas; esses analfabetos, de acordo com a BBC, representam 3 em cada 10 brasileiros e são praticamente 30% da população entre 15 e 64 anos, conforme o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf). Logo, faz-se necessário uma reforma de base, investindo primeiro na educação infantil para que esta perpasse até o ensino médio, e consequentemente até o ensino superior do indivíduo, visto que, segundo Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”.
Sob essa perspectiva, conforme o filósofo Adam Smith, " a riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo “, logo a alternativa não está apenas nas escolas e no governo, mas também no interesse e saída do comodismo de cada ser humano. Assim sendo, é notório que esse problema envolve fatores familiares e culturais, a partir do momento que boa parte das famílias não criam o hábito de ler e interpretar histórias, de modo à despertar a curiosidade da criança. Com o propósito de reduzir esse déficit, é pertinente que ocorra modificação nas escolas, com a utilização de aulas cada vez mais interativas, com atividades de casa voltadas à relação pai-aluno, para que os pais se envolvam e percebam a importância de tal ato.
Em outro plano,vale ressaltar que a BBC divulgou uma matéria afirmando que os analfabetos funcionais são usuários frequentes das redes sociais.Sendo assim,é interessante que empresas desenvolvedoras de aplicativos,criem jogos cuja finalidade seja trabalhar e estimular a interpretação e raciocínio lógico.Desse modo,isto vai criar mentes pensantes e dedicadas com múltiplas oportunidades.