Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 25/03/2019

No Brasil, de acordo com dados do IBOPE, há cerca de 35 milhões de analfabetos funcionais. Termo que se caracteriza quando o indivíduo conhece as letras e símbolos, mas não possui aptidão de interpretar textos e operações matemáticas básicas do cotidiano, como conferir o troco de uma compra, por exemplo. Contexto que dificulta a comunicação e, por conseguinte, a inclusão do indivíduo no mercado de trabalho.

A educação é base de construção da sociedade, pois, é a assimilação pelo indivíduo de uma série de normas e princípios – sejam morais, éticos ou de comportamento. Nessa concepção durkheimiana, quanto mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade em que a escola esteja inserida.

Entretanto, a disponibilidade escolar brasileira se encontra escassa, o que faz com que as salas estejam cada vez mais lotadas. Cenário que compromete o desempenho não só do aluno, mas também do professor, que não tem tempo de dar devida atenção à evolução pedagógica de cada aprendiz. Em suma, o objetivo educacional, erroneamente, se tornou apenas a formação escolar do aluno e não sua progressão pessoal, o que prejudica a sua futura inserção no mercado de trabalho.

Destarte, se faz necessária uma intervenção do MEC, visando reduzir essa problemática.

É imprescindível estimular o hábito de ler dentro e fora de sala de aula, realizando debates que instiguem este hábito, assim, otimizando o desempenho do estudante.

Ademais, trazer a modalidade de ensino a distância (EAD) para utilização pública, seria uma alternativa para garantir o acesso à educação, aos estudantes com dificuldade de se enquadrar no sistema tradicional. Dessa maneira, o ensino seria mais direcionado aos alunos com limitações pedagógicas, viabilizando uma melhora na comunicação, afim de reduzir analfabetismo funcional e ,consequentemente, aumentar a inclusão no mercado de trabalho.