Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
Analfabetismo funcional é a incapacidade demonstrada por um indivíduo ao não interpretar e compreender textos considerados simples. Nos dias atuais este cenário lamentável faz-se presente em diversas realidades no Brasil, o qual pode ter como causas principais a precariedade do ensino básico no país, assim como a falta de oportunidades de diversos cidadãos na sociedade, haja vista a desigual distribuição econômica vigente na atualidade brasileira e tornando-se essencial uma análise e reformulação no conceito educacional presente nesta.
Em primeira análise é relevante ressaltar o significativo número de analfabetos funcionais no país. De acordo com o Inaf (Indicativo de analfabetos funcionais), 39% da população entre 15 e 64 anos estão nessa categoria. Uma das causas desse dilema pode ser atribuída à deficiência educacional de base presente no Brasil, onde, muitas vezes, o conhecimento legítimo perde prioridade para o simples “passar de ano” do aluno. Logo, uma educação básica ruim reflete em uma dificuldade do indivíduo a completar um ensino médio de qualidade e, consequentemente, ingressar em um curso superior e em um futuro mercado de trabalho, o que acarreta uma desilusão no sentimento de ascensão social e profissional do jovem.
Outro aspecto importante a ser abordado é a carência de oportunidades de vários cidadãos, principalmente devido à sua realidade sócio-econômica. No cenário brasileiro atual é comum que indivíduos com menor poder aquisitivo ingressem no mercado de trabalho informal desde a infância para aumentar a renda familiar. Contudo, significativa parcela dessas crianças e adolescentes abandonam a vida escolar para atingir tal objetivo, o que gera verdadeiros analfabetos funcionais, os quais consideram que saber ler e escrever é o suficiente para uma vida supostamente agradável. Neste aspecto cabe ressaltar a importância da educação para uma boa sociedade, pois como dito pelo escritor Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.
Portanto, é imprescindível uma análise plausível em relação ao analfabetismo funcional e à educação brasileira. Logo, o MEC (Ministério da Educação) deve promover melhorias rigorosas no processo educacional vigente, principalmente no ensino básico, através de uma metodologia que priorize o conhecimento geral e de mundo do aluno, por meio de avaliações bimestrais as quais avaliem o progresso de tal, para que haja uma diminuição do número de analfabetos funcionais, bem como um aumento no interesse do cidadão para o estudo e, a longo prazo, uma sociedade marcada pela educação qualitativa e igualitária.