Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 23/03/2019

O analfabeto funcional sabe identificar números, símbolos e letras, entretanto não desenvolve habilidades de leitura, escrita, interpretação de textos e realização de operações matemáticas compatíveis com a sua escolaridade.  Para entendermos a gravidade da situação, segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (INAF), três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos são considerados analfabetos funcionais, cerca de 38 milhões de pessoas. Diante desses números exorbitantes, é necessário discutir a atual estrutura pedagógica do ensino, destacando-se a ausência de políticas públicas em nossa educação.

A partir da concepção durkheimiana, a consciência do indivíduo é formada pela sociedade, em que a construção do ser social é a assimilação feita pelo indivíduo a partir de uma série de normas e princípios. O homem além de formador da sociedade, é o produto dela. Podemos enxergar esta ideia quando estudamos história, filosofia ou sociologia e vemos o quão diferente era a mentalidade das pessoas em épocas passadas. A educação forma o indivíduo, e a falta de um ensino de qualidade se mostra completamente influente na sociedade atual.

Nosso sistema de educação ainda está preso em um conceito arcaico de ensino. Entre os fatores que sustentam esse quadro, podemos citar a exclusão, a discriminação, uma relação aluno – professor pouco eficiente, e a falta de investimentos pelo governo. É necessário uma expansão da educação, mas expandir sem qualidade é como tapar um machucado sem higienizar. Para a melhora desse quadro, a escola deve estimular a interpretação e o raciocínio, a procura por solução de problemas, em que o aluno consiga aplicar esses conhecimentos em seu cotidiano e como isso irá influenciar seu futuro.

Por meio dessa interpretação, fica notório as medidas necessárias para reduzir a taxa de analfabetismo funcional no país. Com os devidos investimentos e a aplicação sendo feita de forma eficaz por parte do ministério da educação, seria visível uma melhora na estrutura dos sistemas educacionais. Além disso, uma reformulação do nosso ensino, onde se adeque a realidade dos alunos, e a valorização dos professores, para que assim tenham a base para trabalhar a leitura e a interpretação de texto em sala de aula, beneficiaria os alunos, dando a eles mais confiança para a construção e entendimento de sentenças, contribuindo para a progresso da educação no Brasil.