Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil

Enviada em 18/03/2019

As políticas públicas como forma de reduzir o analfabetismo brasileiro

Há mais de quarenta anos, as nações do mundo afirmaram na Declaração Universal dos Direitos Humanos que “toda pessoa tem direito à educação”. No entanto, apesar dos esforços realizados por países do mundo inteiro para assegurar o direito à educação para todos, o número de analfabetos funcionais no Brasil é alarmante. Dessa forma, o Estado e as instituições de ensino devem tomar medidas para a resolução do problema.

Em primeiro plano, é importante pontuar que quase trinta por cento da população tem limitação para ler, interpretar textos e identificar ironias, ou seja, são analfabetos funcionais, de acordo com a pesquisa do  Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf). O estudo concluiu, ainda,  que quatro por cento do total dessas pessoas com defasagem de aprendizado está cursando o ensino superior, o que reflete uma situação absurda, já que ler e escrever bem são condições mínimas para se estar na faculdade.

Além disso, cerca de 25 milhões das pessoas de 14 a 29 anos estão fora da escola no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Falta de vaga nas escolas ou falta de dinheiro para chegar até a instituição de ensino são algumas das causas para a interrupção nos estudos, que é um dos fatores que reforça o analfabetismo funcional.

Urge, portanto, que o índice de brasileiros alfabetizados cresça e que todos realmente tenham acesso ao ensino de qualidade. Para tanto, é necessário que o Ministério da Educação invista mais verba nos materiais didáticos, aprimorando-os e, ainda, oferte cursos gratuitos de reciclagem aos professores, para, assim, melhorar a qualidade do ensino e aumentar o número de alfabetizados proficientes. Além disso, o Conselho Nacional de Educação, em parceria com as empresas de televisão, poderia lançar campanhas nacionais de incentivo ao regresso daqueles que abandonaram os estudos, a fim de difundir a educação e a alfabetização. Dessa forma, o Brasil conseguirá educar com qualidade toda a população e reduzir os índices de analfabetos que, atualmente, é tão grande.