Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 24/03/2019
O limitado poder de escrita, a incapacidade de interpretação, vocabulário pouco amplo e formal caracterizam 29% dos brasileiros: os analfabetos funcionais.
A democratização quantitativa do ensino, atrelado à supervalorização de diplomas e das estatísticas, revelam o caráter displicente do sistema educacional no Brasil, que não é fomentado apenas por impasses socioeconômicos, bem como metodologias de ensino ineficazes. Estas, definem-se pela falta de dinamicidade entre o conceito formal e sua aplicação prática. Visto que, o apego aos enunciados superficialmente lecionados despertam uma acomodação intelectual nos alunos, não motivando a busca pelo conhecimento com base nas interpretações autodidatas. Somado ao baixo incentivo à leitura, estes fatores são determinantes para o índice negativo de desenvolvimento acadêmico dos brasileiros.
A teoria do empirismo propõe que todas as nossas ideias são derivadas de experiências adquiridas. Tal dispositivo sugere o estímulo para busca de conhecimentos e questionamentos que incitam a interpretação múltipla dos aprendizes.
John Locke, filósofo inglês, defensor do empirismo, afirmou: nada vem à mente sem antes passar pelos sentidos. Tomando como base a constatação de Locke, é oportuno a implantação de oficinas educacionais que apliquem o método empírico-analítico. Que por sua vez é embasado no estudo do conceito, seguidamente da observação da experiência científica adquirida, que constata se a hipótese do aluno é verdadeira ou falsa, instigando uma busca incessante pelo saber. E mais ainda, o incentivo ao conhecimento literário é fundamental para a construção de novos olhares críticos no Brasil, acabando, aos poucos, com a máquina de analfabetos funcionais.