Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 20/03/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra; Tinha uma pedra no meio do caminho”. A partir da máxima do escritor Carlos Drummond de Andrade pode-se inferir que o analfabetismo funcional é a “pedra” a qual dificulta o percurso do Brasil ao progresso, tanto na esfera socioeconômica quanto no âmbito científico. Dentre outros fatores para tal problemática, evidenciam-se a escassez de programas de alfabetização e a má qualidade de ensino.
Em primeira análise, o indivíduo é um analfabeto funcional quando não consegue realizar interpretações e cálculos básicos corretamente, e também quando não sabe argumentar em prol das próprias ideias. A priori, quem não sabe ler e nem escrever consequentemente é um analfabeto funcional, porém, há muitas pessoas graduadas que podem enquadrar-se nesse grupo, pois saíram de um sistema educacional de má qualidade, a exemplo do ensino público brasileiro, que encontra-se sucateado.
Outrossim, o analfabetismo funcional prejudica a produção nacional. Segundo uma pesquisa realizada na USP, perde-se 6 bilhões de dólares por ano, pois, mais da metade da população economicamente ativa possui esse tipo de condição. Então depreende-se que isso influencia na exiguidade de investimentos científicos, primeiro pelo fato de muito dinheiro ser gasto com pessoas de baixa qualificação, depois por não se ter um capital intelectual suficiente. Logo, é importante mudar essa situação, ainda há poucos programas e ONG´S voltadas à alfabetização e o uso das novas tecnologias é uma boa alternativa para mudar esse cenário.
Por conseguinte, para reverter essa questão, é imprescindível que o Ministério da educação invista no ensino fundamental e médio, acrescentando matérias semanais de interpretação e monitorias na grade curricular, além do mais, promover a criação de aplicativos grátis que possibilite melhorar a capacidade cognitiva dos cidadãos de diversas faixas etárias, com o intuito de sanar essa adversidade. Ademais, o Governo Federal deve introduzir cursos de pré-contratação na área formal trabalhista, a fim de melhorar a qualificação dos indivíduos e o impasse.