Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/03/2019
De um lado, indivíduos que entram na escola com o objetivo de obter o título de ensino superior, do outro, graduados que apresentam dificuldade de interpretação para com textos simples, essa é a realidade educacional brasileira. Sistema de educação e cultura, esses são os principais desafios a serem superados para diminuir a taxa de analfabetismo funcional do país.
O sistema educacional brasileiro prioriza a transmissão do conhecimento de forma decorativa, a ser avaliada por meio de perguntas que apresentam apenas uma resposta a ser considerada correta, testando, assim, a qualidade da memória individual. A assimilação de determinados assuntos, o questionamento e associação destes à realidade caracteriza o aprendizado de forma ampla e filosófica, levando o indivíduo a entender a natureza das coisas e não apenas aceita-la como uma ideia irrefutável a ser memorizada. Portanto, a reestruturação do atual sistema educacional brasileiro é uma medida fundamental para a superação da inércia decorativa de ensino, objetivando o desenvolvimento individual e, por consequente, da capacidade interpretativa.
Outro aspecto a ser comentado, é o da realidade cultural do país. É notório que a cultura brasileira enraíza no cidadão a necessidade de se obter títulos para lhe proporcionar aceitação em meio à sociedade, particularmente, no âmbito educacional, priorizando o resultado, mas desvalorizando a fixação do conhecimento . Em diversas culturas, como as orientais, o sistema de educação preconiza a aprendizagem como forma de aprimoramento pessoal, para posteriormente, enriquecer o profissional, mantendo, dessa forma, a taxa de analfabetos funcionais baixa. Sendo assim, a educação se torna eficaz quando proporciona e especialização do conhecimento e, ineficiente quando apenas preconiza a aceitação social.
Logo, a maioria das formas de reduzir a taxa de analfabetismo funcional no Brasil giram em torno da reformulação do sistema de educação do país e, assim como defendia Platão, de fugir da coerção cultural da sociedade, priorizando, assim, um meio competente de aprimoramento individual.