Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/03/2019
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Pro-Livro em 2016, o brasileiro lê em média 4,96 livros por ano, uma taxa que vem crescendo desde 2011, mas que ainda permanece inferior aos hábitos desenvolvidos por países como a Índia, onde a média de leitura é de 10 horas semanais. Em suma, o que pouco se vê é a relação que a leitura tem com o analfabetismo funcional, estes são “basicamente” duas grandezas inversamente proporcionais, em que o crescimento de uma resulta na queda da outra, logo, faz-se imprescindível investimentos em alternativas que visem a mudança desse cotidiano como maiores aplicações em educação básica e a cultura de incentivos a leitura.
O analfabetismo funcional é a limitação para ler, interpretar textos e efetuar operações matemáticas em situações do dia a dia e atinge cerca de 13 milhões de brasileiros entre 15 e 64 anos de idade. A princípio, o Estado investe em educação, mas deixa a desejar com investimentos negligenciados em educação básica. A falta de estruturas escolares adequadas na maior parte das instituições públicas de ensino e a ausência de programas que estimulem crianças e jovens a serem indivíduos críticos, como olimpíadas destinadas a cada ciência e projetos de leitura e tecnologia, fazem com que o interesse em participar ativamente da comunidade escolar seja menor e a feição esteja voltada ao final, geralmente uma nota, e não ao processo de desenvolvimento individual.
Ademais, a falta de incentivos à leitura dificulta o entendimento a coisas básicas, como mensagens, anúncios e notícias (o que pode resultar na propagação de Fake News), uma vez que a ausência da prática não estimula o cérebro a realizar atividades que propiciem o entendimento e a rapidez de impulsos nervosos.
Infere-se, por conseguinte, medidas necessárias para resolver o impasse. Primeiramente é fundamental que o Estado, em parceria, com o Ministério da Educação invista numa restruturação escolar no ensino básico e fundamental através da inserção de programas que estimulem atividades participativas do aluno, as quais visem, a longo prazo, indivíduos críticos, uma taxa de analfabetismo funcional menor e resultados benéficos ao desenvolvimento nacional, no intuito de propiciar avanços tecnológicos e acadêmicos, além do crescimento do país. Outrossim, também se faz indispensável a estimulação do hábito de ler, este deve ser incentivado desde a infância para que se torne uma coisa comum e presente no cotidiano dos indivíduos no intuito de fazer a diferença, através de coisas básicas, no pensar e entendimento particular.