Alternativas para reduzir o analfabetismo funcional no Brasil
Enviada em 18/03/2019
O filósofo Paulo Freire em sua obra “Pedagogia do Oprimido” defende uma educação que seja crítica, pois, dessa forma, na educação freiriana, é um ser pensante, ou seja, um verdadeiro indivíduo crítico e, sobretudo cidadão. Entretanto o poder público não investe em educação porque sabe da importância que ela tem e os riscos que ela traz para os interesses socioeconômicos dos próprios políticos. Nesse contexto devem-se analisar as desigualdades sociais e a falta de educação de qualidade.
Cerca de quase 50% dos números de analfabetos funcionais no Brasil estão destinados às populações historicamente marginalizadas. “Se você fizer o mapa do analfabetismo funcional do Brasil, ele vai coincidir com o mapa da fome, com o do desemprego e da alienação" afirma a pedagoga Silvia Colello. Lamentavelmente grande parte dos analfabetos funcionais são os de baixa renda, onde o pessoal da periferia e de centros urbanos é obrigado a deixarem as escolas para ir atrás do sustento da família. Exemplo é o caso da feirante Onorina, que começou a trabalhar na roça aos nove anos, em Maceió, aonde teve de abandonar a sala de aula na quarta série para ajudar nas finanças de casa e acabou deixando os estudos para trás. Consequentemente percebemos o descaso dessas pessoas que passam grandes dificuldades e acaba se tornando um analfabeto funcional pela falta de oportunidade.
Em adição a isso, a falta de educação de qualidade identifica-se como outro agente marcante da problemática. Segundo o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista, o cenário é desolador principalmente porque melhorias não estão no radar, o prejuízo é gigantesco, porque compromete a produtividade da economia e as chances de a educação contribuir para a melhoria de vida das pessoas. Desprezivelmente 38 milhões de brasileiros estão com dificuldades de interpretar textos simples e contas básicas do nosso dia-a-dia e o Inaf (Indicador do Analfabetismo Funcional) mostra que estamos há dez anos com a taxa de brasileiros nessa situação preocupando assim o nosso futuro. Por consequência para as pessoas situadas entre os analfabetos funcionais a perspectiva de vida é muito limitada. O Brasil optou pela quantidade, em detrimento de qualidade.
Com o intuito de amenizar esses problemas algumas atitudes devem ser tomadas. É papel da Presidência da República efetuar melhorias nas áreas afetadas pelas desigualdades sociais por intermédio de leis que possam assegurar aqueles que precisam com um ensino de qualidade. Ademais as escolas juntamente com as famílias, como bases de uma sociedade, podem desenvolver métodos que priorizem o letramento, por meio de desenvolvimento de criticidade e capacidade de elaborar opiniões próprias diante dos conteúdos acessados, a fim de que com essas alternativas no intuito de reduzir o número de analfabetismo funcional, a aprendizagem seja universalizada.